16°/ 27°
Belo Horizonte,
20/JUN/2013
  • (1) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Sistema vai monitorar degradação florestal amazônica

Agência Estado

Publicação: 06/03/2013 08:24 Atualização: 06/03/2013 08:53

A luta contra a perda da cobertura florestal na Amazônia acaba de ganhar mais um aliado. O Imazon, instituto de pesquisas baseado em Belém, lançou um sistema de monitoramento com imagens de satélite para detectar, além do desmatamento, também o grau de degradação da mata ao longo do ano.

Hoje o instituto já faz um monitoramento mensal - o Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD) -, que detecta os dois tipos de devastação e informa os órgãos fiscalizadores sobre onde está o problema. O trabalho funciona paralelamente ao Deter, serviço de monitoramento em tempo real do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Até agora, no entanto, o Inpe era o único a ter uma análise anual - o Prodes -, mais precisa e em alta resolução, da perda. O novo produto é equivalente, com o diferencial de detectar também a degradação.

Ao contrário do desmatamento, caracterizado pelo corte raso da mata e facilmente detectável nas imagens de satélite, a degradação, compreendida como a perda de vegetação por queimadas e exploração madeireira, é mais lenta e, portanto, mais difícil de ver. Mas é importante monitorá-la por ter um papel fundamental na conversão da floresta.

É que, em muitos casos, o que começa com uma degradação, ao longo dos anos evolui à perda total da mata. Além disso, ela leva ao empobrecimento da floresta em termos de biodiversidade e estoques de carbono.

Com a nova ferramenta, o Imazon conseguiu fazer um mapa de todo o desmatamento e degradação ocorridos na Amazônia entre 2001 a 2010. Nesses dez anos, a degradação afetou uma área equivalente a 30% da área total desmatada no período, com média de 5.188 quilômetros quadrados por ano.

“É uma perda significativa. E, quando começa a ter pressão, há maior risco de virar alvo do desmatamento, então precisa controlar”, diz o pesquisador Carlos Souza Jr. Segundo ele, com a ferramenta será possível investigar exatamente como ocorre essa transição ao longo dos anos.
Tags: celular

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: SERGIO DOURADO
Acho incrível q n haja nenhuma fronteira científica de peso na Amazônia pra desenvolvimento de fármacos e outros produtos q a Amazônia ainda esconde.Se fosse em território japonês ou norte-americano,a floresta já seria um laboratório vivo,rendendo bilhões de dólares ao país.Mas aqui ninguém pensa... | Denuncie |

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »

Envie sua história efaça parte da rede de conteúdo do grupo Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.