O Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania/ IHG divulgou nesta segunda-feira uma carta de repúdio as agressões sofridas pelo Grupo Tortura Nunca Mais. A sede do Grupo, que investiga e denuncia atos praticados durante a ditadura militar (1964-1985), foi furtada na madrugada de quinta-feira. O imóvel fica em Botafogo, na zona sul do Rio, e foi invadido por criminosos que fugiram levando R$ 1.567,37 e documentos do grupo.
Veja íntegra da nota divulgada pelo IHG
o TNM-RJ teve sua sede invadida e depredada, além de dinheiro, arquivos e documentos roubados. Repudiamos, com veemência, estas práticas usuais da repressão. Exigimos das chamadas autoridades competentes que sejam tomadas as providências cabíveis para a garantia da integridade física das companheiras e companheiros do grupo e o ressarcimento dos prejuízos físicos e financeiros.
Sabemos que não serão estes procedimentos infames da repressão , que se esconde na covardia do anonimato, que haverão de esmorecer a combatividade do Tortura Nunca Mais-RJ. Nos últimos vinte e sete anos – desde sua criação, em 1985 – este grupo tem sido referência nacional e internacional na luta pelos direitos humanos e na luta pelo direito à verdade, à memória e à justiça. Trata-se de luminoso exemplo para todas e todos que lutam contra a situação de barbárie vigente.
Sabemos que não serão estes procedimentos infames da repressão , que se esconde na covardia do anonimato, que haverão de esmorecer a combatividade do Tortura Nunca Mais-RJ. Nos últimos vinte e sete anos – desde sua criação, em 1985 – este grupo tem sido referência nacional e internacional na luta pelos direitos humanos e na luta pelo direito à verdade, à memória e à justiça. Trata-se de luminoso exemplo para todas e todos que lutam contra a situação de barbárie vigente.
No dia 11 de julho, cerca das 14 horas, a sede recebeu um telefonema anônimo e uma voz masculina declarou: “Estou ligando para dizer que nós vamos voltar e que isso aí vai acabar”. Depois disso, a sede foi invadida e foram furtados do caixa do Projeto Clínico Grupal a quantia de R$1.567, 37, além de diversos documentos do grupo e notas fiscais de serviço. Alguns arquivos também foram revirados e o computador estava ligado.
