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Estado de Minas

Decretada prisão de 3 PMs envolvidos no assassinato da juíza


postado em 12/09/2011 14:21 / atualizado em 12/09/2011 15:27

A Justiça do Rio de Janeiro decretou nesse domingo a prisão temporária de três policias militares - o tenente Daniel dos Santos Benitez e os cabos Sergio Costa Junior e Jefferson de Araújo Miranda - suspeitos de participar do assassinato da juíza Patrícia Acioli, morta com 21 tiros na madrugada de 12 de agosto quando chegava em sua casa, em Niterói.

A motivação do crime teria sido o mandato de prisão expedido pela juíza, de acordo com o chefe da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, delegado Felipe Ettore, horas antes de morrer, contra os três PMs. Ela havia acompanhado investigação do assassinato do jovem Diego de Souza Beliene, de 18 anos, morto no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, em 3 de junho e constatado que os policiais não teriam agido em legítima defesa, como afirmaram na época da morte.

Eles trabalhavam no Grupo de Ações Táticas (GAT) do 7º BPM (São Gonçalo) e desde que tiveram a prisão decretada permanecem presos.

O crime

Os três militares fizeram um reconhecimento da casa da juíza, em Piratininga, Niterói, um mês antes do assassinato, usando uma viatura sem GPS do 12º BPM (Niterói). No dia da morte de Patrícia, receberam a informação da advogada de que as prisões seriam decretadas.

"Júnior e o tenente foram até o Fórum, seguiram Patrícia até sua casa e a executaram", disse Ettore. Segundo ele, os militares assassinaram a juíza na expectativa de que não tivessem as prisões decretadas. "Tinha de ser naquele dia, mas eles não sabiam que a decisão já havia sido tomada", afirmou.

Dois policiais do GAT já estavam presos pela morte de Diego. Patrícia decretou as prisões de outros seis. "A munição usada no crime é da Polícia Militar, do 7º BPM", disse o delegado. Todas as pistolas calibre 40 e 45 do batalhão, e revólveres calibre 38 foram recolhidas nesta manhã.

De acordo com o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, o armamento está sendo substituído, para que a segurança da região não fique desguarnecida. "O que interessa é a busca da verdade", afirmou Beltrame. O inquérito deve ser concluído em 30 dias.

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, disse que a ausência de escolta não interferiu na morte da juíza. "Se ela tivesse escolta ou não, naquele momento eles iriam matá-la. A escolta previne, mas não evita", disse.

O procurador-geral de Justiça, do Ministério Público do Rio, Cláudio Lopes, afirmou que a polícia deu uma "resposta rápida, em um prazo bem razoável". "Temos motivo do crime e provas verdadeiras do envolvimento dos três policiais", afirmou.



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