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Corpos de soldado da PM e de três vítimas do policial são sepultados neste domingo

Militar mata a namorada e a sogra, em Divinópolis, viaja até Rio Pomba, tira a vida da própria mãe e se suicida, indicam primeiras investigações de tragédia que chocou Minas

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postado em 13/08/2017 06:00 / atualizado em 13/08/2017 11:48

Guilherme Paranaiba , Fernanda Borges

Reprodução/TV Globo - 23/4/2015
Foram enterrados na manhã deste domingo os corpos do soldado da Polícia Militar Igor Quintão Vieira, de 23 anos, e das três vítimas assassinadas por ele nas cidades de Divinópolis, na Região Centro-Oeste de Minas, e em Rio Pomba, na Zona da Mata.

Segundo a Polícia Militar, Igor, que se preparava para se tornar sargento da PM, foi até Divinópolis e matou a namorada, a também policial militar Aline Rodrigues, de 34 anos, e a mãe dela, Elisabete Guimarães Rodrigues, 66. Em seguida, ele se deslocou para Rio Pomba, onde morava sua mãe, Eloiza Santa Quintão Vieira, de 48, e tudo indica que atirou duas vezes contra a cabeça dela antes de se matar.

Igor e a mãe foram enterrados no Cemitério Municipal de Tabuleiro, na Zona da Mata, cidade a 10 quilômetros de Rio Pomba, às 9h. Os enterros de Aline e da mãe ocorreram às 10h no Cemitério Parque da Serra, em Divinópolis.

A tragédia envolvendo duas famílias de policiais militares chocou Minas Gerais neste sábado. As primeiras investigações apontam que o soldado, prestes a ser promovido a sargento, assassinou a mãe, a sogra e a namorada, que já tinha a patente de sargento. O praça encerrou as mortes com um tiro contra si. Tudo indica que a motivação dos três homicídios e do suicídio foi passional, mas a conclusão oficial dependerá dos laudos dos peritos da Polícia Civil, que têm prazo de 30 dias para concluí-los.

O soldado Igor Quintão Vieira tinha 23 anos e cursava a Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Sargentos, em Belo Horizonte. Segundo as apurações iniciais, no início da madrugada de ontem ele chegou à casa da namorada, em Divinópolis, no Centro-Oeste, e atirou contra a sargento Aline Guimarães Rodrigues, que tinha 34. No mesmo imóvel, o jovem disparou contra a sogra, Elisabete Guimarães Rodrigues, de 66.

Em seguida, o militar viajou 350 quilômetros até Rio Pomba, na Zona da Mata, onde morava a mãe, Eloiza Santa Quintão, que tinha 48. O major Flávio Santiago, chefe da Sala de Imprensa da corporação na capital mineira, informou que o soldado confessou as mortes da companheira e da sogra por meio de uma mensagem enviada ao WhatsApp do irmão.

O oficial acrescentou que, na mesma mensagem, o praça adiantou que pretendia ceifar a vida da mãe para evitar o sofrimento dela. “Ele confessou a morte da sargento Aline e a da mãe dela e disse que não aguentaria ver o sofrimento da (própria) mãe. Por isso, também teria que matá-la. Ambos eram bons policiais e sem histórico de problemas. O caso será investigado”, resumiu o major.

De acordo com a PM, parentes não informaram nenhum problema prévio entre mãe e filho. Colegas de turma do futuro sargento também foram consultados e afirmaram desconhecer eventuais problemas que justifiquem os crimes.

Já o capitão Leonardo Tagliate, comandante da 293ª Companhia do 21º Batalhão, unidade responsável pelo policiamento em Rio Pomba, deu mais detalhes sobre o enredo. Segundo o oficial, a corporação foi acionada, ainda na madrugada de sábado, após parentes, alertados pela mensagem enviada ao WhatApp do irmão de Igor, encontrarem mãe e filho deitados na cama. O militar segurava um revólver calibre 38.

Tagliate disse que, aparentemente, cada corpo apresentava uma perfuração do projetil: “Inicialmente, o que dá para entender na cena é que o rapaz teria matado a mãe e cometido autoextermínio”. Oficialmente, entretanto, a afirmação depende do laudo da perícia. A investigação vai revelar se o gatilho realmente foi apertado pelo militar ou se havia, numa hipótese por enquanto remotíssima, uma terceira pessoa na cena do crime.

Após encontrarem os corpos em Rio Pomba, militares de lá acionaram os colegas em Divinópolis. Uma guarnição foi à casa de Aline e da mãe dela e constataram os dois homicídios. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico-Legal (IML).

CURSOS O casal estava matriculado num curso na Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Sargentos, na Academia da Polícia Militar, no Bairro Prado, Região Oeste de BH. Em razão disso, ambos não estavam no serviço operacional do dia a dia. O soldado foi lotado no 22º Batalhão, responsável pelo policiamento de parte da Zona Sul da capital.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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ricardo
ricardo - 13 de Agosto às 17:33
ja falei chifre mata
 
Full
Full - 13 de Agosto às 19:37
Entende tudo de chifre, hein meu camarada?
 
Carlos
Carlos - 13 de Agosto às 10:02
Tantos assuntos de importância e o Estado de Minas abre a edição de domingo com uma manchete dessa? Pelo amor de Deus, onde estão os jornalistas daí?
 
Ronaldo
Ronaldo - 13 de Agosto às 11:22
Você no mínimo deve ser MEGANHA para criticar a GRAVIDADE dos fatos tão bem reportados pelo E.M. São fatos de extrema gravidade, como um sociopata desse naipe consegue passar em exames psicológicos e ingressar na PM, com direito a PORTE DE ARMA e sob o juramento de SERVIR e "PROTEGER" a população que paga o seu sustento ?