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Justiça determina perícia na Barragem de Fundão para avaliar se há vazamento

Medida foi solicitada pelo Ministério Público Federal (MPF) em ação civil pública

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postado em 11/11/2016 21:09 / atualizado em 11/11/2016 21:52

João Henrique do Vale

Euler Junior/EM/D.A Press

Uma perícia emergencial terá que ser realizada na Barragem de Fundão, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, para verificar se ainda há vazamento de rejeitos. A Justiça Federal determinou a medida acatando uma ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF). Os procuradores estão preocupados que a chegada do período chuvoso cause danos ao meio ambiente com o carreamento de mais sedimentos de minério.

O questionamento sobre a continuação do vazamento de rejeitos é feito pelo MPF desde o rompimento da Barragem do Fundão. Inclusive, algumas audiências de conciliação foram realizadas entre o órgão e as empresas Samarco, BHP Billiton e Vale, mas, mesmo assim, os procuradores voltaram a duvidar das medidas tomadas pelas mineradoras para mitigar os problemas. Por isso, entrou com uma nova ação na Justiça Federal.

Ao julgar a ação, a juíza Rosilene Maria Clemente de Souza Ferreira, da 12ª Vara, afirmou que, pelas informações prestadas pelas empresas, 'verificou-se que não há prova definitiva de que houve o estancamento do vazamento de rejeitos que ainda se encontram na barragem rompida e nem de que as medidas que estão sendo tomadas são totalmente eficazes para esse fim”.

Diante da situação, a juíza determinou a realização da prova pericial emergencial para que se verifique se houve estancamento do vazamento de rejeitos que ainda se encontram na barragem rompida. Além disso, viza verificar se as medidas tomadas pelas empresas são eficazes, e a possibilidade de retirada do minério que ainda está depositado nas margens do Rio Doce, seus afluentes e adjacências.

Foi nomeado o perito Marcus Pacheco, Professor Titular de Mecânica dos Solos e Fundações, Consultor Geotécnico, para realizar o serviço. O em.com.br entrou em contato com a Samarco que informou não ter sido notificado pela decisão. A BHP Billinton e a Vale não foram encontrados para comentar o assunto.

A Barragem de Fundão se rompeu em 5 de novembro do ano passado em Mariana. A avalanche de rejeitos matou 19 pessoas e devastou comunidades. A lama destruiu a vegetação e atingiu o Rio Doce, provocando a maior tragédia ambiental da história do país.
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