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Mesmo com novo deslocamento, Samarco assegura estabilidade de barragens em Mariana

Nesta quarta-feira, alerta amarelo foi acionado pela mineradora depois que rejeitos da Barragem do Fundão voltaram a se movimentar. Empresa diz que incidente ocorreu por causa da chuva

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postado em 27/01/2016 16:57 / atualizado em 27/01/2016 19:50

João Henrique do Vale , Daniel Camargos /


Um novo deslocamento dos rejeitos da Barragem do Fundão, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, fez a Samarco acionar o alerta amarelo e evacuar parte da empresa nesta quarta-feira. Mesmo assim, a mineradora garante que as estruturas das barragens de Germano e Santarém “permanecem estáveis, com base no contínuo monitoramento”. Equipes do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e do Núcleo de Emergências Ambientais (NEA) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) foram enviadas ao local para apurar a situação.

A Defesa Civil de Mariana foi acionada pela Samarco logo depois que parte dos materiais acumulados depois do vazamento de 5 de novembro, que matou 17 pessoas, deixou duas desaparecidas, arrasou comunidades e provocou o colapso no abastecimento das cidades às margens do Rio Doce, se deslocou. A mineradora informou, em nota, que a movimentação foi provocada pelas chuvas das últimas semanas. “Não houve a necessidade de acionamento de sirene por parte da empresa. As defesas civis de Mariana e Barra Longa foram devidamente informadas. Ressaltamos que o volume deslocado permanece entre as barragens de Fundão e Santarém, dentro das áreas da Samarco”, explicou.

Os funcionários da Samarco receberam um comunicado com informações sobre o incidente logo depois que ele ocorreu. “De forma preventiva e seguindo o seu plano de emergência, os empregados que atuam próximo à área afetada foram orientados a evacuar o local”, diz a nota.

No comunicado, a empresa reclama que a comunidade de Barra Longa e Mariana foram alertados pelas rádios locais de maneira “indevida”. “Desconhecemos a origem dessa informação. Não houve acionamento de sirenes por parte da empresa. As defesas civis de Mariana e Barra Longa foram devidamente informadas do equívoco”, sustenta a mineradora na nota enviada aos funcionários. Por fim, a Samarco ressalta que o volume deslocado está dentro da área empresa.

Logo depois do rompimento da Barragem do Fundão, em 5 de novembro, a Samarco realizou obras no dique de Selinha da Barragem de Germano, que já foram concluídas. O coeficiente de segurança era de 1,22 e subiu para 1,51 com as obras. A Barragem de Santarém está em obras e, segundo o último relatório da empresa enviado ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) falta 11,9% para a conclusão. O coeficiente de segurança da barragem era de 1,37. O recomendado pela norma de segurança NBR 13028 é acima de 1,5.

Mesmo com o novo deslocamento de rejeitos, a mineradora garante que as barragem “permanecem estáveis com base no contínuo monitoramento”.
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