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Missão da ONU vai a Mariana investigar rompimento de barragem da Samarco

Há duas semanas, a entidade já havia emitido um comunicado alertando que as mortes no Brasil e o desastre ambiental não haviam sido um simples acidente, mas, sim, um "crime"

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postado em 07/12/2015 09:29 / atualizado em 07/12/2015 10:17

Agência Estado

A Organização das Nações Unidas (ONU) vai investigar o comportamento de empresas de mineração e do governo no desastre que atingiu Mariana, em Minas Gerais. A partir desta segunda-feira, o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos inicia sua primeira visita oficial ao Brasil.

A viagem já estava marcada antes mesmo da polêmica em relação ao desastre ambiental no País e o objetivo era o de examinar "os impactos negativos de atividades empresariais sobre os direitos humanos".

A inspeção, porém, ganhou novos contornos com o caso de Mariana e a cidade receberá a visita dos peritos da ONU. "A visita tem, como pano de fundo, o grave desastre ambiental causado pelo rompimento, em 5 de novembro, de uma barragem de rejeitos de mineração no município de Mariana, no Estado de Minas Gerais", indicou a ONU em um comunicado de imprensa.

Há duas semanas, a entidade já havia emitido um comunicado alertando que as mortes no Brasil e o desastre ambiental não haviam sido um simples acidente, mas, sim, um "crime".

O que a ONU quer saber agora é se existiam medidas suficientes para prevenir o caso. "O Brasil é a 7ª maior economia do mundo e portanto, possui uma função de destaque nos âmbitos regional e global. Estamos muito interessados em conhecer as medidas adotadas no País para prevenir e solucionar violações a direitos humanos relacionadas a atividades empresariais", diz o especialista em direitos humanos Pavel Sulyandziga, um dos membros da delegação.

As empresas e suas políticas também serão examinadas. "Os peritos analisarão como o governo e as empresas vem implementando suas respectivas obrigações e responsabilidades na área de direitos humanos, em sintonia com os Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos", indicou a ONU.

A sociedade civil também será consultada na viagem que inclui não apenas a cidade de Mariana, mas também Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Altamira e Belém.

"Além de se reunir com autoridades governamentais e um grande número de empresas, conversaremos com organizações da sociedade civil, sindicatos e outras partes interessadas, e esperamos aprender muito com a sua experiência", disse Dante Pesce, outro membro do grupo de trabalho que participa da visita.

A viagem terminará no dia 16 e um informe final será apresentado para a ONU em junho de 2016. O grupo ainda promete inspecionar os "grandes projetos de desenvolvimento em fase de realização ou planejamento, entre os quais os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro".
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Maria
Maria - 07 de Dezembro às 16:43
Nesse caso tem muita gente querendo aparecer. O que que a ONU tem haver com isso? Só demagogia.
 
Gerson
Gerson - 07 de Dezembro às 13:50
O Governador de MG "Fernando Pimentel" não pode ser responsabilizado por atitudes geradas por empresas das quais não possui controle acionário. Inclusive chegou a assumir responsabilidades financeiras e sociais que são de responsabilidade dos acionistas da mineradora.
 
Carlos
Carlos - 07 de Dezembro às 12:02
Processos por Crime Ambiental junto a ONU. Esta sendo a única Solução, Pois o Estado do Espirito Santo e o único Estado do Mundo. Recebe esse Mar de Lama sem pedir indenização ao Estado de Minas Gerais. Processos por Crime Ambiental: Samarco e Fernando Pimentel governador do Estado de Minas Gerais por falta de responsabilidade de Fiscalização. E de negligência e consentimento e por falta de requerer judicialmente indenização monetária ao Estado de Minas gerais: Do governador Espirito Santo: Paulo Hartung.
 
Carlos
Carlos - 07 de Dezembro às 12:01
REVITALIZAÇÃO IMEDIATA, sendo NECESSÁRIO FAZER PUNIR COM MULTAS ALTISSÍMAS PARA TODAS; AS INDÚSTRIAS E CIDADES Já começaram a UTILIZA -LO o Rio Doce COMO REDE DE ESGOTO E DEJETOS Indústrias. Com o MOME Novo TIETÊ do Rio Doce, o qual ESTÁ MORTO. A solução COMEÇAR A PLANTAR arvores nativas DE CADA REGIÃO, HÁ 100 metros das 2(duas margens) em 943km de Bento Rodrigues-(MG) á cidade REGÊNÇIA-(ES) do termino Rio Doce; O Mar de Lama com Resido Toxica CAMADA MUITO FINA: Entra na Areia. Com parceira DE TODAS ÀS COOPERATIVAS AGROPECUÁRIAS TAMBÉM COM AJUDA DE TODOS OS FAZENDEIROS E DA EMATER.
 
Sergio
Sergio - 07 de Dezembro às 12:00
É necessário que um grupo de especialistas apure o "porque" do colapso daquela barragem. Seria bom que a ONU fosse se preocupar com os milhões de africanos que padecem de fome e de miséria.
 
Gerson
Gerson - 07 de Dezembro às 11:16
É extremamente importante que analisem como é feito o processo de desenvolvimento dos projetos, autorização, aprovação e emissão dos licenciamentos de instalação (LI), operação (LO), assim como o cumprimento e monitoramento dos condicionantes, onde a espoliação e afastamento dos profissionais seniores de engenharia vendo sendo executado não somente pelas mineradoras, mas por todas as empresas como aeroportos, ferrovia, rodovia, petróleo e infraestrutura, mediante a contratação irresponsável de profissionais recém formados, sob a ordem de acionistas e gestores do alto escalão para resultados.
 
Luiz
Luiz - 07 de Dezembro às 10:56
Fico impressionado como as autoridades de outros países precisam de participar de investigações de problemas no nosso pais. é o FBI investigando o futebol e a ONU investigando essa catástrofe da Samarco. A maioria das autoridades deste pais possui rabo preso