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Governo abre linha de crédito de R$ 45 mi para empresas e cidades atingidas por tragédia

Além disso, os municípios que já tiverem linhas de crédito abertas terão um período de carência de seis meses para o pagamento das parcelas. Ações serão usadas para pedir indenização de R$ 20 bilhões

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postado em 03/12/2015 16:54 / atualizado em 03/12/2015 20:25

João Henrique do Vale , Marina Mercante / .

Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press

As prefeituras e micro e pequenas empresas de cidades que foram atingidas pelo rompimento da barragem da Samarco, controlada pela Vale e a australiana BHP Billiton, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, vão poder fazer empréstimos para reconstrução das comunidades. O Governador Fernando Pimentel (PT) anunciou, na tarde desta quinta-feira, uma linha de crédito de R$ 45 milhões pelo BDMG. Além disso, os municípios que já tiverem linhas de crédito abertas terão um período de carência de seis meses para o pagamento das parcelas.

O anúncio foi feito durante o encontro do governador com integrantes da força-tarefa criada para acompanhar o desastre em Mariana. Segundo Pimentel, do valor total, R$ 25 milhões serão para as prefeituras e os outros R$ 20 milhões para as micro e pequenas empresas. O valor do juros para as empresas será de 1%, o menor valor que pode ser cobrado pelo banco, de acordo com o governador. Já os municípios, a taxa será relativa a Selic.

Ao todo serão beneficiados todos os 35 municípios atingidos pela lama de rejeitos. Essas comunidades que já têm linha de crédito, vão poder ficar seis meses sem pagar as parcelas que ainda faltam. “Estamos tomando todas as providências adequadas para dar velocidade ao processo de recuperação dessas cidades”, disse o governador.

O governo de Minas vai pedir, nos próximos dias, a autorização ao Conselho Monetário Nacional para abrir uma linha de crédito com mais R$ 200 milhões. Esse valor será repassado para os 210 municípios da bacia do Rio Doce que também foram prejudicados com a poluição provocada pelo minério de ferro que desceu da Barragem de Fundão.

União de ações

Outra medida que será tomada pelo Governo é confluir todas as ações judiciais que estão sendo movidas pela União, Minas Gerais e Espírito Santo, em apenas uma. Será solicitada uma indenização de R$ 20 bilhões para reparar os danos ambientais. “A confluência em uma única vertente vai facilitar e dar agilidade no processo judicial”, disse Pimentel.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Ramon
Ramon - 04 de Dezembro às 08:23
Quem tem que bancar este caixão é a Vale e a Australiana que desgraçou nossa 'MINAS GERAIS' !
 
walmir
walmir - 04 de Dezembro às 08:13
Deveria ser criado um fundo para recuperaçao da Bacia do Rio Doce, e nao solicitado uma indenizaçao Bilionaria para cair em maos de politicos, pouco honestos como os nossos, a Prefeitura aqui em VALADARES, toda vez que precisava de uma construçao ou beneficio para a cidade solicitava a VALE e ela executava a obra, perfeita, barata e util a comunidade, ja em maos de politicos seria diferente. Estamos de olhos bem abertos.