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Em protesto, grupo de moradores de Mariana defende mineradora: "Justiça sim, desemprego não"

Grupo se encontrou na Praça Gomes Freire, conhecida como Praça do Jardim, e saiu em passeata. Ato pede a permanência da empresa na cidade

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postado em 17/11/2015 20:02 / atualizado em 17/11/2015 23:50

João Henrique do Vale , Valquiria Lopes - Enviada especial


Centenas de pessoas vestindo camisas brancas com os dizeres “Justiça sim, desemprego não #ficasamarco” realizaram na noite desta terça-feira uma manifestação em prol da manutenção da atividade da empresa em Mariana, Região Central de Minas Gerais. O ato teve início na Praça Gomes Freire (Jardim) e seguiu em passeata pela Câmara Municipal, Fórum e prefeitura, onde encerraram aos gritos de “Fica, Samarco”.


A professora Leide de Oliveira, de 50 anos, disse que soube do protesto por redes sociais e decidiu participar, pois considera a mineradora uma excelente empresa. “Fui professora em uma escola da Samarco durante 9 anos. Hoje, ela pertence à Arquidiocese de Mariana. Foram os melhores anos de trabalho da minha vida”, recordou.

Momentos depois de iniciada a concentração para o ato, por volta das 19h, funcionários da empresa chegaram à Praça Gomes Freire e engrossaram o número de participantes, sendo recebidos com aplausos.

O grupo rezou o Pai Nosso e cantou o Hino Nacional. “Quero Justiça, mas a Samarco deve ficar”, disse Poliana Aparecida de Freitas, uma das organizadoras do ato, reivindicando a permanência da mineradora na cidade para evitar o desemprego.

De acordo com o tenente Elione Souza, da Polícia Militar, que atuou no fechamento do trânsito e garantiu a segurança dos participantes, cerca de 1 mil pessoas participaram da manifestação. No trajeto, o grupo convocou comerciantes, taxistas e outros moradores para engrossar a manifestação.


Diante do Fórum, pediram a promotores e juízes que apoiem a permanência da Samarco na cidade. Uma funcionária da mineradora fez um apelo emocionado: “Estamos supernervosos; temos filhos, escolas para pagar; estamos apreensivos. A empresa está errada, mas não é justo fechá-la. Serão muitos empregos perdidos”, disse Joicy Freitas, de 34 anos, laboratarista química na Samarco.

Durante a manifestação, foi distribuído um manifesto com a frase “agora, o momento é de recomeço; de reconstrução!” Segundo o texto, trabalhadores e moradores sabem “da responsabilidade que deve e tem de recair sobre a Samarco pela dor, mortes e destruição”. Ainda segundo o documento, a cidade “depende” do funcionamento da mina “para manutenção da atual condição de vida” da população”.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Everton
Everton - 18 de Novembro às 16:27
"Se" forem pagar vão falir. Pois o dano ambiental é muito maior do que a mídia tem anunciado. Simplesmente "mataram" um rio inteiro. Os reflexos disso são incalculáveis. Porém, estamos no Brasil e já sabemos como isso termina. Pizza! Se as duas barragens que ainda restam romperem, ainda sim #SeremosTodosSamarco não é isso? Quero ver gritarem isso sem água para beber, sem casa para morar... pimenta nos olhos dos outros é refresco!
 
mauro
mauro - 18 de Novembro às 14:26
Ei voce ai politico, presidente governador deputado senador prefeito vereador, todos recebem dinheiro desta minerador pra eleger, entao nao vai dar em nada apenas uma bela duma pizza.
 
Letho
Letho - 18 de Novembro às 13:05
Enfim, uma atitude sensata.
 
geraldo
geraldo - 18 de Novembro às 10:39
Por trás de empregos gerados a empresa "fica blindada" das suas falhas e da ganancia atrás dos lucros. Exemplo: Vejam o quanto ela lucra num período de 10 anos e quanto os empregados e a cidade de Mariana cresceu no período. A diferença é o preço pago pela sociedade e os empregados pelo crescimento da Empresa. Respeito a opinião dos manifestantes, mas será que eles sabem o preço que pagam para sustentar a SAMARCO?
 
Marcio
Marcio - 18 de Novembro às 15:11
CARO gERALDO, SE VC É UM COMPLETO E IGNORANTE, VOU TE AJUDAR. A empresa cometeu um crime e ponto final. Mas parar suas atividades vai apenas causar desemprego e acabar com a arrecadação do município. O certo seria deixar a empresa operando normalmente, levantar todos os custos de reparação e multas. E logo em seguida verificar como a empresa vai pagar. Assim, além de manter o emprego (pois advinhe? Essa compania é que movimenta 80% de mariana) ainda criaremos mais empregos. A empresa deixará te ter lucro por muitos anos pra pagar tudo, aliás, teria altos custos para reparar tudo.
 
andre
andre - 18 de Novembro às 08:59
Existem várias mineradoras poderosas no mundo que com certeza pagariam muito para ficar no lugar da Samarco/Vale, os moradores não precisam se preocupar pq não vai faltar mineradora interessada em substituir a atual.