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Rompimento de barragens destroi também patrimônio histórico em Minas

Desastre destruiu Bento Rodrigues, lugarejo que surgiu no século XVIII como uma das primeiras unidades mineradoras em Minas Gerais. Veja como era o local antes da tragédia

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postado em 06/11/2015 15:15 / atualizado em 10/11/2015 11:34

Thiago Ventura

Reprodução/Street View

Além das mortes, desaparecidos e dano ambiental causados pelo rompimento de duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco no subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana, Região Central de Minas, a tragédia também acabou com um patrimônio histórico. A Igreja de São Bento, padroeiro do lugarejo, foi arrasada pela lama.

A primeira igreja de São Bento foi construída em 1718 e a construção atual foi erguida no mesmo local, com um recuo maior. Segundo informações da Prefeitura de Mariana, reunidas pelo portal do Patrimônio Cultural, o templo afundado pela lama foi construído no período colonial.

Apesar de não ser tombada pelo patrimônio municipal ou estadual, a Igreja de São Bento estava em bom estado e exibia detalhes típicos das construções barrocas, com cruz latina e paredes de pau-a-pique. O povoado de Bento Rodrigues surgiu no século XVIII como uma das primeiras unidades mineradoras do estado.

A outra igreja do local, Nossa Senhora das Mercês escapou da avalanche por ser construída num ponto mais alto. Moradores buscaram refúgio no templo para escapar da tragédia. O altar original da Igreja de São Bento estava nesse templo e ficou preservado.

Em nota, a Arquidiocese de Mariana lamentou a tragédia: “Manifestamos nossa mais sentida solidariedade às famílias que tiveram suas casas e seus bens destruídos e às que choram a morte de seus entes queridos, vítimas dessa catástrofe de proporções incalculáveis”, destacou a instituição em comunicado.

Corpo de Bombeiros/Divulgação
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