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31/JUL/2014
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Depois da chuva, chega o calor de 33,1 graus em BH Especialistas dizem que sensação térmica alcançou 42 graus. Defesa Civil alerta para baixa umidade relativa do ar

Jefferson da Fonseca Coutinho - Estado de Minas

Publicação: 04/01/2014 06:00 Atualização: 04/01/2014 06:56

Para se refrescar, crianças e adolescentes nadaram na Barragem Santa Lúcia  (Marcos Michelin/EM/D.A Press)
Para se refrescar, crianças e adolescentes nadaram na Barragem Santa Lúcia

Está quente e pode piorar. De acordo com especialistas, já chegou a 42 graus a sensação térmica dos primeiros dias do ano. Na tarde de sexta-feira, na Região da Pampulha, a medição oficial registrou 33,1 graus, enquanto os termômetros espalhados pela cidade indicavam 35 graus, devido à presença de massa de ar seco sobre a Região Metropolitana de Belo Horizonte. A umidade relativa do ar na casa dos 30%, podendo chegar aos 20%, fez com que a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) publicasse nota de alerta à população, desaconselhando exposição ao sol entre as 10h e as 17h.

O forte calor de ontem levou Vinícius Angelo, de 29, a armar a piscina portátil no Parque Jornalista Eduardo Couri, no Bairro Santa Lúcia, na Região Centro-Sul. Na pequena arena azul, com 2,5 mil litros de água, ao menos uma dúzia de crianças brincaram em roupas de banho. O porteiro fez a vontade do filho, Wagner, de 10, que queria dar jeito no “calor de doido”. “Na minha casa ia dar trabalho encher e esvaziar… Aí, a gente veio para a praça, para aproveitar a água da bica. Não imaginei que fosse fazer tanto sucesso”, diverte-se.

Na Barragem Santa Lúcia, crianças e adultos buscaram as sombras das copas das árvores durante a tarde. Os mais calorentos não resistiram à lagoa e nadaram nas águas turvas do parque. Ingrid Lorrani, de 13, vestiu biquíni para “pegar uma prainha”. “É férias, né!? Tenho que curtir um pouco do verão”, sorri. Matheus Breno Moura, de 14, só queria saltar do deck. “Hoje é o dia mais quente que eu já vivi. Dá vontade de ficar só na água”, diz o menino-peixe.

Mangabeiras Dia de sol intenso para a alegria de Bárbara Avelar e Luna Reis, ambas de 20, que gostam do tempo mais quente. Ontem, as duas buscaram as sombras da Praça do Papa, no Mangabeiras, para piquenique de amizade. Ambas se dizem surpresas porque esperavam começar o ano debaixo de muita chuva. Também se mostram atentas aos riscos da baixa umidade, bebendo muita água e fazendo o uso de protetor solar.

Adelmo Correia, meteorologista da PUC Minas, explica que, em janeiro, a ausência de chuva durante dez dias caracteriza o “veranico”. “Estamos no meio dele. A intensificação da massa de ar seco é comum.” Não há previsão de chuva para os próximos dias.
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