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Estado de Minas

OAB Minas repudia atos de violência da PM contra manifestantes

Segundo a entidade, os atos de violência devem ser punidos, mas as forças do estado devem garatir o direito de manifestar da população


postado em 19/06/2013 19:25 / atualizado em 19/06/2013 19:37

Milhares de manifestantes se reuniram pelo terceiro dia consecutivo em Belo Horizonte para protestar(foto: Alexandre Guzanshe/EM/DA Press)
Milhares de manifestantes se reuniram pelo terceiro dia consecutivo em Belo Horizonte para protestar (foto: Alexandre Guzanshe/EM/DA Press)

A Ordem do Advogados do Brasil, seção Minas Gerais (OAB/MG), repudiou nesta quarta-feira os atos de violência da polícia contra os manifestantes nas ruas. “A OAB/MG não aceita violência das forças de segurança em face do povo mineiro que, legitimamente, reivindica seus direitos e nem as limitações ao direito de ir e vir do cidadão”, ressaltou. A entidade ainda defendeu que as pessoas que depredam o patrimônio público e praticam atos de vandalismo sejam punidos pela Justiça.

A OAB Minas ainda afirmou que os protestos que tomam o país e várias cidades do estado são “importantes ferramentas da liberdade de expressão de um povo civilizado”. Segundo a entidade, quando não há sintonia entre os anseios da população e o atos dos governantes é natural que ocorram manifestações e que a população reivindique seus direitos. “Os governantes devem ouvir e negociar as reivindicações coletivas”, afirmou a nota.

Veja imagens do terceiro dia de protestos em BH


Nesta quarta-feira cerca de 20 mil pessoas se reuniram novamente em Belo Horizonte para protestar. O grupo marchou por várias ruas do Centro da capital de maneira e pacifica na maioria do tempo. Apenas em alguns momentos pequenos tumultos foram registrados, mas nada que estragassem o tom ordeiro do ato. Já nessa terça-feira, após os jovens irem saírem as ruas da capital uma onda de vandalismo tirou o tom pacífico das manifestações realizadas ao longo do dia Um grupo separado dos manifestantes jogou bombas e tentou quebrar a porta da prefeitura por volta das 22h. Eles depredaram parte do prédio.Outro grupo destruiu o Relógio da Copa e danificaram pelo menos quatro ônibus, promovendo terror entre motoristas e passageiros de coletivos no cruzamento da Rua Espírito Santo com a Avenida Afonso Pena.

Na segunda-feira os manifestantes e a Polícia Militar entraram em confronto na Avenida Antônio Carlos. Os militares usaram bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral para dispersar o grupo de cerca de 20 mil pessoas que marchava rumo ao Mineirão. A confusão começou próximo à UFMG, na Região da Pampulha, quando alguns jovens tentaram furar o bloqueio para subir a Avenida Abrahão Caram. Ainda durante o confronto, Gustavo Guimarães Justino, de 18 anos, se desequilibrou enquanto corria pelo viaduto com um grupo de manifestantes. De acordo com o tenente-coronel Alberto Luiz, chefe da Comunicação da PMMG, o jovem foi socorrido por uma viatura da PM para o Hospital Risoleta Tolentino Neves, em Venda Nova, e que ele não corre risco de morrer.


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