A combinação álcool e raiva motivou a tragédia na qual um adolescente de 16 anos morreu em Pouso Alegre, no Sul de Minas. De acordo com o delegado regional Valdemir Lídio Gomes Pinto, o guarda municipal, que atropelou um casal de jovens e matou um deles, saiu da casa de shows onde estava “com a intenção de realizar uma coisa grave”.
Em depoimento na delegacia da cidade, onde foi atuado em flagrante por homicídio doloso (com intenção de matar), o guarda Fabiano Fernando Francisco, 30, assumiu que bebeu uísque e vodca na casa de shows Consulado Music. No local acontecia um show de pagode, onde Fabiano estava com a esposa.
O casal brigou durante a festa. Tomado pela raiva da discussão e pelo alto índice de embriaguez, Fabiano desafiou a mulher dizendo que sairia da casa de shows para matar. De acordo com o delegado, a esposa relatou que Fabiano disse: “duvida que vou arrancar a cabeça de duas pessoas?” Logo depois, saiu da festa, ligou o carro e provocou uma tragédia.
O guarda fugiu sem prestar socorro às vítimas, bateu em um carro estacionado na mesma avenida, mas acabou preso. De acordo com o delegado Pinto, o motorista reagiu à prisão e foi preciso, além das algemas, uma corda para amarrá-lo.
Em depoimento, Fabiano disse que só se lembra de ter bebido e saído da casa noturna. Quatro testemunhas foram ouvidas pelo delegado e contaram detalhes da tragédia. Entre elas, a esposa do guarda que relatou os minutos que antecederam o atropelamento. Fabiano está preso na delegacia da cidade, mas será encaminhado ao Presídio de Pouso Alegre, onde deve ficar em cela separada por ser guarda municipal.
(Com informações de Daniel Silveira)
