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Estado de Minas

'Duvida que vou arrancar a cabeça de duas pessoas?', disse guarda antes de atropelar e matar

O guarda atropelou um casal de adolescente e matou um deles. Em depoimento, disse que só se lembra de ter bebido e saído da casa noturna. Ele consumiu vodca e uísque. Brigou com a esposa e saiu dirigindo em alta velocidade


postado em 11/03/2012 14:43 / atualizado em 11/03/2012 15:27

A combinação álcool e raiva motivou a tragédia na qual um adolescente de 16 anos morreu em Pouso Alegre, no Sul de Minas. De acordo com o delegado regional Valdemir Lídio Gomes Pinto, o guarda municipal, que atropelou um casal de jovens e matou um deles, saiu da casa de shows onde estava “com a intenção de realizar uma coisa grave”.

Em depoimento na delegacia da cidade, onde foi atuado em flagrante por homicídio doloso (com intenção de matar), o guarda Fabiano Fernando Francisco, 30, assumiu que bebeu uísque e vodca na casa de shows Consulado Music. No local acontecia um show de pagode, onde Fabiano estava com a esposa.

O casal brigou durante a festa. Tomado pela raiva da discussão e pelo alto índice de embriaguez, Fabiano desafiou a mulher dizendo que sairia da casa de shows para matar. De acordo com o delegado, a esposa relatou que Fabiano disse: “duvida que vou arrancar a cabeça de duas pessoas?” Logo depois, saiu da festa, ligou o carro e provocou uma tragédia.

Por volta de 0h40 deste domingo, saiu pela Avenida José Agripino Rios, uma rua movimentada da cidade onde existem bares e casas noturnas. O motorista que é inabilitado dirigiu em alta velocidade o seu Passat e atingiu o casal Wallyson Rodrigues Agnácio, 16, e Carmem Lúcia Ribeiro, 15. As vítimas estavam na calçada aguardando um mototáxi. O jovem morreu na hora e Carmem está internada em estado grave na UTI do Hospital Samuel Libânio.

O guarda fugiu sem prestar socorro às vítimas, bateu em um carro estacionado na mesma avenida, mas acabou preso. De acordo com o delegado Pinto, o motorista reagiu à prisão e foi preciso, além das algemas, uma corda para amarrá-lo.

Em depoimento, Fabiano disse que só se lembra de ter bebido e saído da casa noturna. Quatro testemunhas foram ouvidas pelo delegado e contaram detalhes da tragédia. Entre elas, a esposa do guarda que relatou os minutos que antecederam o atropelamento. Fabiano está preso na delegacia da cidade, mas será encaminhado ao Presídio de Pouso Alegre, onde deve ficar em cela separada por ser guarda municipal.

(Com informações de Daniel Silveira)


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