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Fazendeiro do Sul de Minas é denunciado pelo MPF por trabalho escravo O acusado mantinha trabalhadores, em sua propriedade, em situações degradantes. O funcionário dele também vai responder pelo mesmo crime

João Henrique do Vale -

Publicação: 27/01/2012 19:05 Atualização:

O dono de uma fazenda em Alpinópolis, na Região Sul de Minas, e o empregado dele, foram denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) pelos crimes de trabalho escravo e aliciamento de trabalhadores. O fazendeiro já estava incluído na lista suja de trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego.

Durante uma vistoria do Ministério do Trabalho e da Polícia Federal, 39 trabalhadores foram encontrados em condições degradantes de trabalho e cerceamento da liberdade. Eles haviam sido recrutadas pelo empregado do fazendeiro, J.D.L.S, em Barreiras, no interior da Bahia, com a promessa de boas condições de trabalho e remuneração.

Quando chegaram na fazenda, os trabalhadores foram surpreendidos pelas péssimas condições oferecidas. O local usado como alojamento coletivo antes servia de chiqueiro. A edificação estava em péssimo estado de higiene e conservação, além sem ventilação e com instalações sanitárias insalubres.

De acordo com a denúncia, os trabalhadores não podiam circular livremente fora da fazenda, o que impossibilitava o retorno as cidades de origem deles. Segundo o MPF, o forneceu apenas o transporte de ida para a fazenda e realizava o pagamento por produção. Como havia poucos grãos a serem colhidos, a remuneração ficava abaixo da prometida, o que inviabilizava a compra de passagens.

Lista suja

Durante as investigações, descobriu-se que o fazendeiro é reincidente. Ele já havia sido flagrado em outra fazenda de sua propriedade, localizada no Município de São Desidério/BA, pelos mesmos crimes. O próprio, segundo o MPF, confirmou já ter respondido a diversas ações civis públicas devido às autuações realizadas na Bahia.

A pena para o crime de redução à condição análoga à de escravo varia de dois a oito anos de prisão. Já o crime de aliciamento prevê pena de um a três anos. 

Os nomes do fazendeiro e do funcionário dele, não foram divulgados.

Esta matéria tem: (5) comentários

Autor: geraldo magela
A chacina de Unaí fez oito anos. Os parasitas do campo, lá e em diversos outros lugares do Brasil continuam reincidindo, e até matando, pois estão certos da impunidade. E nada serve para mobilizar as autoridades para que tenhamos uma justiça de país evoluído. | Denuncie |

Autor: Ivon Carlos de Souza Rocha
A pena "varia de dois a oito anos de prisão", diz a notícia. Mas, na realidade, varia de nada a nada, devido às falhas de nossas leis. | Denuncie |

Autor: José Francisco Assis
É uma ofensa aos fazendeiros trabalahdores, que sempre sustentaram este pais com alimentos. Este sim, é um bandido, que merece "chupar uma cana brava" - 30 anos de reclusão seria de bom tamanho. | Denuncie |

Autor: Alexandre Soares
Êta paízinho bom de se morar. O cara é reincidente e pra variar não acontece nada. Trata o ser humano como cachorro e fica por isso mesmo. Coisa de Brasil. Já o deveriam ter prendido e o feito trabalhar para pagar sua própria comida, só para ele provar do seu próprio veneno. | Denuncie |

Autor: Ana Carollia
Quanta maldade, enriquecer sugando seres humanos. | Denuncie |

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