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História

Marshall, o general que construiu os pilares da paz e prosperidade da Europa

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postado em 15/03/2016 09:06 / atualizado em 15/03/2016 09:57

Percurso Pré-vestibular /ENEM



Há 68 anos, foi aprovado o Plano Marshall, nome popular para o Programa de Recuperação Europeia, para a reconstrução dos países europeus após a Segunda Guerra Mundial. Baseado na doutrina Truman, a iniciativa recebeu o nome do Secretário de Estado dos Estados Unidos, o general George Marshall.

Andre Golven, 1950

O plano de reconstrução foi elaborado numa conferência em julho de 1947 e aprovado em 14 de março de 1948. Teve uma vigência de quatro anos fiscais e, durante este período, os estados europeus que entraram no plano receberam um total de 13 bilhões de dólares da época. Uma vez completado o plano, a economia de todos os países participantes, exceto a República Federal da Alemanha, tinha superado os níveis de antes da guerra e nas duas décadas seguintes a Europa Ocidental atingiu um crescimento e uma prosperidade sem precedentes. Uma consequência muito importante do plano foi o estímulo para a unificação europeia, ocorrida décadas a frente, pois eliminou as tarifas e criou instituições para coordenar a economia no âmbito europeu. Além da adoção sistemática de técnicas administrativas norte-americanas pelos países europeus.
A história do Plano Marshall
Com a devastação provocada pela Segunda Guerra Mundial, a Europa enfrentava cada vez mais manifestações populares contra os governos constituídos. Os Estados Unidos analisaram a crise europeia e, concluíram que ela punha em risco o futuro do capitalismo, o que poderia prejudicar sua própria economia, dando espaço para a expansão do comunismo.

marshallfoundation.org

Com isso, os norte-americanos optaram por ajudar na recuperação dos países europeus. Com esse objetivo criaram o Plano Marshall. No início os recursos foram utilizados para comprar alimentos, fertilizantes e rações. Logo depois, foram adquirindo matérias-primas, produtos semi-industrializados, combustíveis, veículos e máquinas. Aproximadamente, 70% desses bens eram de procedência norte-americana. Isso serviu também para garantir que economia dos Estados Unidos não desacelerasse como o ocorrido no final da Primeira Guerra.
A Inglaterra também se recuperou, porém perdeu a importância econômica e política. A Alemanha e a Itália também entraram em ritmo de recuperação. Com a criação da OTAN, os Estados Unidos visavam garantir a exportação de excedentes e concretizar a hegemonia econômica sobre o velho continente.

desconhecido - US Corps

Devido ao sucesso do plano, o seu idealizador, o general Marshall, ganhou o Nobel da Paz de 1953. Ele disse em seu discurso "nossa política não se dirige contra nenhum país ou doutrina, mas contra a fome, a pobreza, o desespero e o caos". Hoje, o general Marshall repousa no Cemitério Nacional de Arlington, destinado aos heróis americanos.
Uma curiosidade - um convite à Stálin
O plano de reconstrução foi desenvolvido em um encontro dos estados europeus participantes em julho de 1947. A União Soviética e os países da Europa Oriental foram convidados, mas Josef Stálin viu o plano como uma ameaça e não permitiu a participação de nenhum país sob o controle soviético. Assim foram dados os primeiros passos para a Guerra Fria e a criação da Cortina de Ferro na Europa.
Artigo desenvolvido pelo Percurso Pré-vestibular e Enem.

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