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HISTÓRIA

Os 70 anos do bombardeio nuclear no Japão

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postado em 08/08/2015 09:18 / atualizado em 08/08/2015 16:41

Percurso Pré-vestibular /ENEM

Nessa semana completam os 70 anos do uso de duas armas nucleares contra o Japão durante a Segunda Guerra Mundial. A primeira foi detonada no dia 6 de agosto de 1945 na cidade de Hiroshima e a segunda, três dias depois, em Nagasaki. As armas, desenvolvidas pelos Estado Unidos, tinham os codinomes de "Little Boy" e "Fat Man" e resultaram na morte de cerca de 200 mil pessoas - na maioria civis - e forçaram a rendição imediata do Japão. Foi o fim da Segunda Guerra Mundial e o início da reconstrução do Japão e Europa.
 
Harbert F. Austin / Museu Memorial da Paz de Hiroshima


Poucos anos depois, a União Soviética dominou a tecnologia das bombas nucleares e iniciou uma corrida armamentista com os Estados Unidos pela supremacia mundial, gerando a Guerra Fria até 1991. Nesse período foram construídas e aprimoradas um arsenal de armas nucleares capazes de destruir nosso planeta centenas de vezes. Entretanto, devido ao horror dos efeitos das armas nucleares demonstrados no Japão, elas nunca foram utilizadas novamente em uma guerra.
 
U.S. Army / Domínio Público
 


Comparativo de armas nucleares de fissão e fusão já detonadas pelo homem

Little Boy (1945) - bomba de fissão de urânio - 16 kilotons  - EUA.
Fat Man (1945) - bomba de fissão de plutônio - 21 kilotons - EUA.
Castle Bravo (1954) - bomba de fusão de hidrogênio - 15 Megatons - EUA.
Tsar Bomba (1961) - bomba de fusão de hidrogênio - 57 Megatons - União Soviética.

Kiloton: 1.000 toneladas de TNT.
Megaton: 1.000.000 de toneladas de TNT.

Segundo Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares já foram realizados 2051 testes com armas nucleares. Mas nenhum foi utilizado em alvos reais desde Nagasaki.

 

Charles Levy/Arquivo Nacional dos EUA


Os efeitos de uma bomba atômica em Belo Horizonte

O site NukeMap nos permite simular os danos causados por armas nucleares nas cidades atuais. Baseado nesses dados, veja abaixo um relato fictício mostrando o que aconteceria com Belo Horizonte se uma bomba atômica fosse detonada na praça Sete.

"A bomba 'Little Boy' foi lançada por um bombardeiro e detonada com uma intensidade de 16 kilotons a cerca de 600 metros de altura da praça Sete, no Centro de Belo Horizonte. Uma bola de fogo explodiu a um milhão de graus centígrados, arrasando quase tudo que estava a seu redor. Os prédios de pedra, como o Cine Theatro Brasil Vallourec sobreviveriam parcialmente às altas temperaturas, mas imprimiram, como um negativo fotográfico, as sombras dos objetos e as pessoas que desintegraram com o calor. No entanto, o Mercado Central seria destruído e arderia em chamas por vários dias.

A onda de choque inicial da detonação gerou rajadas de 1,5 quilômetro por segundo que arrastaram com força os escombros e arrancaram em sua passagem membros e órgãos humanos. Então, um cogumelo nuclear começou a se elevar acima da cidade até atingir 16 km de altura. Ele podia ser visto até mesmo de cidades da região metropolitana, como Contagem, Betim e Nova Lima.

Como o epicentro é densamente povoado, a bomba causaria quase 40 mil mortes e 100 mil feridos. Mas o horror não teria acabado. A fuligem, fumaça e gases gerados pela explosão causariam uma chuva negra e radioativa. Dependendo da dispersão do vento e ao final de um dia, mais de 350 mil pessoas sofreriam os efeitos da radiação. Mulheres grávidas sofreriam abortos ou gerariam filhos com má formação. A radiação causaria enjoos, tonturas e vômitos, e centenas morreriam de envenamento nos dias que se seguiriam. O indice de pacientes com câncer e leucemia aumentaria consideravelmente nessa população nos próximos anos e décadas. Também apareceriam casos de mutação negativa de plantas e insetos no Parque Municipal."

 
NukeMap
 


O círculo vermelho equivale o raio da explosão, ou seja, nele a pressão da bomba é tão intensa que pode danificar e até mesmo demolir edifícios, com uma taxa de mortalidade de 100%. A área azul corresponde a um nível menor de radiação, mas ainda forte suficiente para derrubar pequenos edifícios e matar a população. A zona verde diz respeito à zona total de radiação direta, com risco de vida de 50 a 90%, caso não se receba o tratamento médico imediato. Por fim, a população que estiver dentro do anel laranja sofrerá queimaduras de terceiro grau.

 

Artigo do Percurso Pré-vestibular e Enem.

 

Fonte: NukeMap - http://nuclearsecrecy.com/nukemap/

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Ramon
Ramon - 12 de Agosto às 14:22
Pobre D-us ! Lobão.