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Estudantes da UFMG ocupam prédio do campus Pampulha contra a PEC 241

Alunos acamparam no Centro de Atividades Didáticas 1 contra a proposta que congela os gastos públicos federais

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postado em 20/10/2016 10:08 / atualizado em 20/10/2016 10:21

Cristiane Silva

Reprodução internet/Facebook

Estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) decidiram ocupar o Centro de Atividades Didáticas 1, no campus Pampulha, em Belo Horizonte, na noite de quarta-feira. Os alunos protestam contra a Proposta de Emenda à Constituição - PEC 241.

Segundo a página do movimento no Facebook, nove entidades de base dos cursos que têm aulas no CAD 1 e outros estudantes participaram de uma assembleia onde foi deliberada a ocupação do prédio por tempo indeterminado, a partir do dia 19. O em.com.br entrou em contato com a universidade e aguarda resposta.

Um vídeo divulgado nas redes sociais convoca outros estudantes a participar do protesto:

 

Pelo menos outras duas universidades e dois institutos federais estão ocupados por estudantes e servidores técnico-administrativos: o do Norte de Minas e o do Triângulo Mineiro. Ontem, em Diamantina, estudantes e funcionários fecharam o acesso ao câmpus JK da Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, e o câmpus Januária.

Conhecida como a PEC do Teto dos Gastos Públicos, a 241 estipula limite para despesas primárias federais nos próximos 20 anos e tem assombrado as instituições de ensino superior.

Reprodução internet/Facebook
Em 13 de outubro, a UFMG divulgou um estudo que simula os impactos da proposta, usando as despesas dos últimos 10 anos, e mostra um cenário comprometedor, com perdas que alcançariam a soma de R$ 774,8 milhões, caso a PEC já estivesse em vigor. Conduzido pela pela Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento (Proplan) da universidade, o estudo ilustra o que teria ocorrido com as despesas de custeio e de investimentos da instituição entre 2006 e 2015 se as regras da PEC 241 estivessem em vigor nesse período.

A instituição prevê um cenário grave para os próximos anos se ela passar pelo crivo do Congresso, com consequências diretas sobre o ensino, pesquisa e extensão, além de redução da assistência estudantil e até mesmo a saída de alunos cotistas. (Com informações de Junia Oliveira e Landercy Hemerson)

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