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Escolas mineiras comentam boa colocação nas notas do Enem

Das 10 melhores instituições de ensino gratuito no país, estado tem seis escolas. Em relação às particulares, perdeu espaço para colégios do Nordeste e Centro-Oeste

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postado em 06/08/2015 06:00 / atualizado em 06/08/2015 07:53

Márcia Maria Cruz /Estado de Minas , Pedro Ferreira , Landercy Hemerson

Marcos Vieira/EM/D.A Press

Minas Gerais se destaca na relação das melhores escolas, considerando a média obtida pelos alunos nas provas objetivas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Das 10 melhores instituições públicas do país, seis  são de cidades mineiras. No ranking geral, entre as 20 instituições que tiveram melhor desempenho no Brasil, quatro são do estado, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgados ontem.

 

Entretanto, o estado, que abriga instituições que figuram entre os centros de excelência no Brasil, perdeu espaço no ranking nacional das 20 melhores escolas para instituições do Nordeste e do Centro-Oeste. Quando se leva em conta o desempenho dos estudantes nas provas objetivas, o primeiro lugar geral ficou com o Colégio Objetivo Integrado de São Paulo, com média 742,96. Os mineiros, que ocuparam o segundo lugar no ano passado com o Colégio Bernoulli, perderam o posto para Colégio Farias Brito, de Fortaleza (CE).

O Bernoulli unidade Lourdes é a instituição mineira mais bem posicionada, em 5º lugar geral, e a primeira na classificação do estado, com média de 730,33. Entre as escolas públicas, a liderança é do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (Coluni), com média de 693,32, perdendo apenas para o Ifes de Vitória (ES). “Há sete anos a gente vem se destacando como a melhor escola pública do Brasil e a melhor de Minas. Continuamos sendo a melhor no estado. Nosso trabalho continua o mesmo, com proposta de uma formação diferenciada dos alunos. Não temos foco no Enem. Nossa formação é para a vida, bem mais ampla do que simplesmente fazer uma avaliação”, afirmou o diretor do Coluni, Edson Luís Nunes.

Para ele, um conjunto de fatores levou ao reconhecimento da escola. “Primeiro, pela capacitação e formação dos professores. Temos um quadro de professores especializados, com mestrados e doutorados. Outro fator é o suporte que a universidade nos oferece, em termos de apoio ao ensino e aos estudantes, que participam de projetos de ensino e de pesquisa”, avaliou o diretor, lembrando que a pontuação do colégio em redação foi uma das melhores.

BETO MAGALHÃES/EM/D.A PRESS %u2013 14/9/11

O levantamento do Inep apresenta resultados de 15.640 escolas em todo país, que reúnem cerca de 1,3 milhão de estudantes que fizeram o Enem em 2014. Os dados mostram as médias e os percentuais de alunos em cada um dos quatro níveis de proficiência – ciências da natureza, ciências humanas, linguagem e códigos, matemática – e redação.

Professores e alunos do Colégio Bernoulli comemoraram a quinta colocação nacional e a liderança no ranking estadual. A estudante Michelle Alves Ribeiro, de 19 anos, espera que a escola lhe garanta um passaporte para o curso de medicina, um dos mais concorridos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Será minha primeira tentativa de fato, tendo me preparado. O ritmo de estudo na escola é puxado. O aluno tem que se dedicar”, constata. Victor Magalhães Souza, de 18, também acredita que o ritmo puxado será fundamental para conquistar uma vaga em engenharia civil. “As aulas aqui têm uma dinâmica diferente, se completam com o bom material didático”, assinala.

Para o diretor de ensino do Grupo Bernoulli, Rommel Fernandes Domingos, o desempenho da instituição deve-se a três fatores. O primeiro, segundo ele, é o nível de dedicação e maturidade dos alunos. “Eles valorizam bastante o conhecimento e se esforçam em prol dessa aprendizagem”, afirmou. Em seguida ele destaca o projeto pedagógico. Em terceiro lugar, ele cita a equipe de professores, coordenadores e direção. “Todos esses profissionais conseguem falar a língua do aluno. Eles conseguem dar aulas divertidas, interessantes, atualizadas e contextualizadas, de forma que diminua a carga em cima dos estudantes”, acrescenta.

TRABALHO EM EQUIPE Em segundo lugar na lista das melhores escolas particulares de Minas, o Colégio Elite Vale do Aço, de Ipatinga, foi considerado o oitavo melhor do país, com média de 719,81. De acordo com o diretor e professor da instituição, Átila Zanone, desde quando foi criado, há quatro anos, o colégio figura entre os 10 melhores do país. “A proposta do Colégio Elite é ser uma escola de alto desempenho. Mas isso não quer dizer tortura. O que a gente acredita, desde o início, é que a família precisa estar junto com a escola e com o próprio aluno, que acaba sendo o foco de todo o nosso trabalho”, disse. O terceiro lugar em Minas é ocupado pelo Coleguium, a nona melhor escola do Brasil, com média 719,71. “Isso se deve a vários fatores: ao empenho da equipe para oferecer o máximo de qualidade aos alunos e à alta exigência pedagógica, combinada com material didático contextualizado e em consonância com o Enem”, diz a diretora pedagógica, Daniele Passagli.

Arte EM

Formação continuada tem peso na lista

Para estabelecer o ranking das escolas segundo o desempenho dos alunos no Enem, a média nas provas objetivas deve ser levada em conta em associação com o índice de permanência nas instituições. O parâmetro foi instituído pela primeira vez pelo Inep. As direções das instituições mineiras mais bem colocadas no ranking nacional defendem esse critério, que demonstra que a formação do aluno se deu na instituição.


“O índice de permanência mede o percentual de estudantes que fez o ensino médio na escola. A maioria dos nossos alunos está conosco desde o maternal 1”, afirma o coordenador pedagógico do Colégio Santo Antônio, Olavo Sérgio Campos. A escola ocupa o 11º lugar no ranking nacional, com média 711,95 nas provas objetivas do exame. Na avaliação de Olavo, é preciso também ponderar o número de alunos da escola que fizeram a prova, porque, segundo ele, algumas instituições montam turmas com finalidade apenas de realizar o exame e aumentar o desempenho no ranking.

Para a diretora pedagógica do Coleguium, Daniele Passagli, a formação vem da base e o bom desempenho dos alunos é resultado da formação pedagógica desde os primeiros anos de ensino. “Muitos dos nossos alunos estão conosco desde o infantil”, diz. A escola desenvolve um processo pedagógico que leva em conta a individualidade do aluno e o tempo que ele tem para assimilar o conteúdo. Isso é feito com ajuda de uma plataforma digital, que gera exercícios personalizados de acordo com o nível de cada um.

O Magnum tem índice de permanência de 92%. A escola destaca que o índice demonstra o alto percentual de alunos que cursaram todo o ensino médio na instituição. Em nota, o Magnum criticou o número pequeno de estudantes que fazem a prova por algumas instituições. “Enquanto, em média, 214 alunos do Magnum realizaram a prova, outras instituições reúnem um grupo pequeno de alunos pré-selecionados e com isso conseguem colocações significativas no ranking.”

Má colocação
Entre as instituições mineiras, a que alcançou a pior classificação no ranking do Enem foi a Escola Estadual Maria Rosa Nunes, localizada no povoado de Barra do Tamboril, Zona Rural de Januária, Norte de Minas. A instituição obteve média 430,20.
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