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UFMG adia início das aulas no segundo semestre

Segundo Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino (Sindifes), as aulas devem começar em 24 de agosto. Reunião do conselho universitário vai confirmar a data exata de início das aulas

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postado em 30/07/2015 14:32 / atualizado em 30/07/2015 15:42

João Henrique do Vale

As aulas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) podem começar com três semanas de atraso. Uma assembleia dos técnicos-administrativos em educação da universidade, que estão em greve, foi realizada na manhã desta quinta-feira. Segundo Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino (Sindifes), a categoria aceitou a proposta do reitor e do pró-reitor da instituição, que participaram do encontro, para que as matrículas comecem a ser realizadas em 3 de agosto. As aulas começariam no dia 24. A UFMG confirmou que as aulas não terão início na próxima segunda-feira. Porém, a data de quando começará o segundo semestre letivo ainda será decidida em reunião do conselho universitário nesta tarde.

O Sindifes diz ter acatado o argumento da UFMG de que não fazer as matrículas a partir de segunda-feira faria com que o semestre letivo terminasse somente no início de 2016. O conselho universitário já está reunido desde as 14h para definir a data de início das aulas. Como mostrou nesta quinta-feira reportagem do jornal Estado de Minas, professores e coordenadores de cursos já vinham sendo comunicados sobre o atraso no início das aulas.

Em todo o estado, mais da metade das instituições mineiras adiaram o início do segundo semestre letivo por causa da greve, paralisação de obras e corte de verbas - foram congelados R$ 1,9 bilhão em todo o país, dos quais pelo menos R$ 130 milhões em Minas. O jornal Estado de Minas também apurou que seis das 11 instituições públicas do estado adiarão o início do semestre letivo, previsto para agosto no calendário acadêmico: as federais de Juiz de Fora (UFJF), Ouro Preto (Ufop), Lavras (Ufla), Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), do Centro Federal de Educação de Tecnológica de Minas Gerais.

Reivindicações

Mesmo com o acordo para o retorno das atividades na UFMG, os servidores ressaltam que continua em estado de greve. Segundo o Sindifes, a categoria aguarda um posicionamento do governo federal sobre o movimento. Na próxima semana, está marcada uma manifestação nacional em Brasília. Caravanas devem sair de Belo Horizonte, Ouro Preto, Região Central de Minas Gerais e Juiz de Fora, na Zona da Mata.

A reivindicação inicial dos grevistas era de reajuste salarial de 27,3%, relativo à reposição de perdas com a inflação. A proposta do governo foi de um reajuste de 21,5% dividido em quatro anos. A categoria fez uma contraproposta e estaria
disposta a negociar se esse período fosse reduzido em até dois anos, o que não foi atendido pelo governo. O Ministério do Planejamento apresentou a proposta de reajuste do auxílio alimentação, que passaria de R$ 373 para R$ 458 e reajuste do auxílio saúde, que teria um aumento de 22% sobre o valor recebido por cada trabalhador.

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Juvelino
Juvelino - 30 de Julho às 16:53
A "Pátria Educadora" avança! Obrigado Dilmãe!