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Cursinhos: Enem está mais conteudista e conceitual

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postado em 08/11/2014 21:37 / atualizado em 09/11/2014 09:02

Agência Estado

Professores e coordenadores de cursinhos pré-vestibular de São Paulo consideram que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2014 está mais conteudista e conceitual. Neste sábado, 8, os candidatos fizeram provas de Ciências Humanas e Ciências da Natureza. A prova, para eles, está mais próxima dos vestibulares tradicionais, embora com nível menor que a Fuvest, que seleciona alunos para a USP.

Segundo o diretor do Cursinho da Poli, Gilberto Alvarez, o Giba, a prova exigiu preparação dos candidatos. “A prova foi conceitual e exigiu termos específicos”, avalia. “O aluno que buscou pela interpretação de texto a alternativa correta teve dificuldade", completou. Giba também analisou a abordagem das escolas. "A prova de 2014 foi parecida com a do ano passado. Ela indica como a escola deve ser".

Luís Ricardo Arruda, coordenador do Cursinho Anglo, considera que a prova não permite mais improviso no estudo. “Fazer apenas um intensivão na semana anterior não resolve”, alerta. O exame, para ele, conseguiu abranger todos os conteúdos do ensino médio.

Direto ao ponto

O coordenador do cursinho Etapa, Edmilson Motta, destacou o espaço que Sociologia e Filosofia tiveram nos testes de Ciências Humanas. “Ocuparam um terço dos testes de Humanas e vem ocupando mais espaço nas provas”.A prova deste ano, na opinião de Motta, também foi mais objetiva. “Os enunciados das questões estavam mais curtos e diretos”, aponta.

Química foi considerada uma das cobranças mais difíceis, tanto por candidatos quanto por professores. "O aluno tem dificuldade de usar linguagem matemática em questões de Ciências da Natureza", avaliou Fábio Bueno, do Cursinho da Poli. Para a coordenadora do curso e colégio Objetivo, Maria Cristina Armaganijan, apenas Física e Química tiveram nível de exigência mais alto, com questões mais difíceis.

De acordo com alguns professores, a interdisciplinariedade, que se tornou uma marca do Enem, não foi tão contemplada como nos anos anteriores. "Aparece em alguns momentos, mas não foi a marca da prova. Necessitou conhecimento específico", afirmou o professor Elias Feitosa, do Cursinho da Poli.
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