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Enem

Disciplina é fundamental na matemática e exige repetida execução de exercícios

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postado em 30/09/2014 06:00 / atualizado em 30/09/2014 07:46

Márcia Maria Cruz

 

Jair Amaral/EM/D.A Press
Fazer, refazer, tentar mais uma vez e mais outra até tudo dar certo. Para dominar o conteúdo da matemática, é preciso executar muitas vezes os exercícios. Números, operações, formas geométricas e equações compõem a parte mais extensa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Do total de 180 questões, 45 são de matemática, o que representa um quarto do teste. Na quarta reportagem da série sobre o Enem, o Estado de Minas traz dicas sobre como se preparar para a disciplina que amedronta candidatos, mas que não tem mistério para quem se dedica, conforme ressalta o professor Rommel Fernandes Domingos, diretor de Ensino do Colégio Bernoulli. “Fora a redação, é a prova que mais vale. No ano passado, foram 970 pontos.”

A disciplina costuma ser o diferencial na classificação, principalmente para candidatos aos cursos mais concorridos das universidades públicas, caso de medicina na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Isso faz com que os alunos se dediquem muito à matemática. Por meio da prova, podem conquistar a vaga para os cursos mais disputados”, diz. Apesar dessa importância, o primeiro contato com os números pode ter sido uma experiência traumatizante para muitos estudantes. Conforme ressalta Rommel, lidar com os números não é uma habilidade que se aprende com um passe de mágica. Mas a dificuldade de compreensão pode ser superada com muita dedicação e trabalho.

O Enem avalia conhecimentos numéricos, como operações em conjuntos, frações, fatoração, porcentagem e juros, entre outros; conhecimentos geométricos, como características das figuras planas e espaciais, unidades de medida e escalas, comprimentos, áreas e volumes, ângulos, relações métricas nos triângulos, trigonometria do ângulo agudo, entre outros. Também é preciso saber sobre estatísticas e probabilidades – média aritmética, média ponderada, média harmônica, moda e mediana e desvios e variância. Na parte conhecimentos algébricos, é cobrado domínio de funções algébricas do segundo grau, equações e relações no ciclo trigonométrico e funções trigonométricas. É necessário saber sobre plano cartesiano, retas e sistemas de equações.

A prova cobra todo o conteúdo do ensino médio. No entanto, cerca de 80% das questões são constituídas por conteúdos básicos, como porcentagem e juros, regra de três, análise de gráficos, funções e geometria plana. “É uma prova para medir a habilidade matemática do aluno no que é mais importante. São conteúdos que temos que saber para a vida toda, em diferentes profissões”, diz Rommel. O dia do teste é considerado o mais pesado, pois concentra também as provas de português e redação, com duração de cinco horas e meia. Em função de serem conteúdos de grande importância, o aluno precisa gerenciar bem o tempo.


Tempo é o maior desafio

Como o conteúdo requerido é extenso, a preparação deve ser bem planejada para que o aluno não se perca em meio a tanta informação e também não fique desestimulado sem saber por onde começar. O ideal é elaborar um cronograma de estudos. É preciso reservar horário todos os dias para colocar o conteúdo em dia. Juntamente com o tempo em sala de aula e o dedicado à realização de simulados, a orientação do professor é que sejam reservadas pelo menos duas horas diárias em casa para a realização de exercícios, de segunda a sábado.

Aluno do 3º ano do ensino médio do Colégio Bernoulli, Bernardo Corrêa, de 17 anos, pretende deixar uma hora reservada para escrever a redação. As outras quatro horas e meia restantes serão divididas entre a prova de matemática e a de português. Como são 45 questões, daria uma média de 3 minutos para a realização de cada uma. No ano passado, como treineiro, Bernardo conseguiu boa pontuação. “A prova cobra questões fundamentais da matemática, mas temos que estar muito preparados para não errar contas bobas, porque temos pouco tempo para fazer cada uma. O conteúdo não é difícil. O grande desafio é o tempo da prova.” O estudante, que pretende cursar medicina na UFMG, não deixa a matéria acumular e procura diariamente rever o conteúdo que viu em sala de aula e refazer os exercícios.

Nem sempre a matemática foi a disciplina preferida por Alessandra Aguiar, de 17. “Comecei a gostar no fim do ensino fundamental, quando passei a entender a matéria. Quanto mais a gente a compreende, mais a gente gosta.” Cursando o 3º ano do ensino médio, ela se tornou uma das melhores alunas da disciplina no Colégio Bernoulli. Para conseguir vaga em medicina na UFMG, dominar o conteúdo de matemática é fundamental. “O Enem é diferente de todas as provas que a gente faz na escola. Mede raciocínio, mas é preciso ter desenvoltura e rapidez.”

Em outras palavras, para fazer os cálculos exigidos no teste de forma ágil e sem errar é necessário treinar muitas vezes, de forma que o procedimento se torne algo mecânico. A jovem fez o Enem no ano passado como treineira, o que lhe dá mais segurança este ano. Para se preparar, ela faz diariamente listas enormes de exercícios. “Sempre refaço o que tenho dificuldade.” A pontuação de corte varia de acordo com o curso, ma o aluno precisa acertar pelo menos 40 das 45 questões.


Dicas de preparação


1) Fazer sempre os deveres e recorrer à monitoria se necessário
2)Priorize os exercícios básicos. Só depois de dominá-los, parta para os que são mais desafiadores
3)Identificar o que errou nas provas e ou simulados. É sempre bom saber por que errou. Refaça as provas, buscando corrigir os erros
4)Se você tem dificuldade com a matéria, não se acanhe de pedir auxílio ao colega de classe que domina o conteúdo. Ele pode ajudá-lo a destravar um ponto do qual você não tem boa compreensão

 

NA HORA “H”
1)A prova de matemática é no mesmo dia do teste de português e redação. Procure não deixar a matemática por último. Ela exige raciocínio e se o candidato ficar muito cansado pode ter os famosos “brancos”
2)Pule as questões difíceis. Não fique parado em uma questão que você não consegue resolver. Se leu a questão e não tem a mínima ideia do que se trata ou não está dentro do conteúdo que você domina, parta para a próxima questão
3)É importante identificar qual o comando da questão. Não se perca nos textos que antecedem os comandos. Como o tempo é curto, é importante fazer uma leitura rápida, porém atenta, do enunciado. Foque no que a questão pede
4)O aluno deve criar um esquema de resolução da questão na folha de rascunho. O método de resolver a questão aproveitando, de forma espremida, as entrelinhas da questão é contraproducente. Se quer enxergar a solução, faça tudo de maneira clara


DEPOIMENTO

Pâmela Fernanda Ferreira Silva,
20 anos, 4º período de engenharia química da UFMG


“Quando terminei o 3º ano do ensino médio, em 2011, fiz o Enem para medicina. A nota ficou bem próxima, mas não passei. Na época, fui aprovada para engenharia química em uma universidade particular e gostei muito do curso. Mesmo assim, decidi fazer um ano de curso preparatório para tentar o Enem novamente. Resolvi fazer para engenharia química. Ia para o cursinho de manhã e ficava por lá para estudar à tarde. Chegava em casa por volta das 19h, comia algo, descansava, e às 21h voltava aos livros. Dormia por volta das 23h. Tentava dividir o tempo de estudo entre todas as matérias. Procurava suprir a lacuna em geografia e história, mas não deixava de lado a matemática, que era a disciplina na qual tinha mais facilidade. Fazia em média  cinco questões de matemática por dia. Consegui fazer praticamente todos os exercícios da apostila. No dia das provas, dei atenção especial à matemática, que é o diferencial. A dica é ter tranquilidade, por mais que o tempo seja curto. Pode-se errar uma questão por bobagem.”

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