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UFMG é principal escolha de estudantes de vários lugares do Brasil

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postado em 24/03/2014 00:12 / atualizado em 24/03/2014 07:18

Junia Oliveira

Depois de morar na Austrália e no Rio de Janeiro, Belo Horizonte foi a cidade escolhida por Enrico Junto, de 23, para fazer veterinária. Antes de viajar para o exterior, onde ficou por dois anos, o jovem de Campinas (SP) havia estudado direito por três anos. Na volta, decidiu mudar de curso e foi para a capital fluminense, onde mora o pai, fazer o preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A escolha da UFMG é simples: a tradição do curso. Um mês e meio apenas na capital mineira ainda não lhe permitiu conhecer a cidade nem fazer programas turísticos, mas a quantidade de amizades aumentou, e muito. “Estou gostando de BH e da faculdade, o que ajuda muito”, diz.

Morar sozinho não é um problema para esse cidadão do mundo, mas os amigos de infância dão saudade e a comodidade de morar com a família fala mais alto, principalmente na hora de cozinhar. O câmpus Pampulha foi outra surpresa: “É super bonito e arborizado. Na PUC, onde eu estudava direito, o câmpus é pequeno e tem só a faculdade. Já aqui dentro, temos tudo de que precisamos. Não sei se vou acabar o curso em cinco anos, mas vou ficar o tempo que precisar para concluir”, relata.

Sinop, no Mato Grosso. Eduardo Gomes Neto, de 18, deixou para trás a tradição agrícola da cidade para estudar engenharia química, em BH. “Eu tinha que escolher entre a federal de lá e a daqui. E, como para fazer meu curso teria que ir para longe de casa de qualquer maneira, escolhi aquela que achei ser a melhor”, resume. Os prédios novos e os laboratórios conservados tiraram a imagem que nutria de uma escola pública – de uma instituição desorganizada e sucateada.

Por enquanto, ele só saiu da Pampulha para ir à Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul. “Apesar de a minha cidade não ser tão pequena, com cerca de 120 mil habitantes, tem um clima familiar e, por isso, vir para a cidade grande é um choque. A paisagem de BH também é muito diferente e isso assusta um pouco. Lá tem muita lavoura e, aqui, muito prédio”, afirma. De casa, ficou muita saudade da avó, com quem morava e fala quase todos os dias.

Por questões financeiras, os planos são voltar a Sinop apenas nas férias. Longe da praia de água doce e da pesca que costumava praticar na área de floresta amazônica, Eduardo pretende conhecer o Mercado Central, onde vai procurar erva de tereré para o preparo do mate, e ir a Ouro Preto, na Região Central. “Estou gostando, mas ainda é cedo para dizer alguma coisa. Pelo tamanho de BH e baseado em Cuiabá, esperava um inferno. O pessoal foi muito simpático e receptivo.”

Um bom lugar para morar


Maria Júlia Medrado Marques, de 19, deixou os pais em Campinas (SP) para cursar enfermagem na UFMG e seguir os passos da irmã, que estuda engenharia metalúrgica na instituição. A garota é natural do interior de Minas, mas vivia se mudando de cidade por causa do trabalho do pai. BH, que conheceu quando chegou para estudar, é a nona cidade onde vive. "A UFMG sempre foi um sonho", diz.

A correria, a quantidade de prédios e a poluição visual fazem a capital perder pontos frente a Campinas, mas ganha em outros aspectos. "Parece que BH está sempre uma bagunça, mas é bom de viver. Os mineiros compensam. Em São Paulo, as pessoas são muito individualistas", afirma.

No 2º período de psicologia, o jovem Rodrigo Vianna de Almeida, de 20, sabe bem o que é a adaptação. Ele veio de Vitória (ES) e ainda acha a cidade confusa e os ônibus complicados, mas gosta de poder contar com a ajuda das pessoas na rua. A vida cultural de BH, segundo ele, oferece mais opções e, entre uma e outra descoberta, a ideia inicial de pedir transferência para a federal do Espírito Santo foi definitivamente abandonada. %u201CConseguir moradia estudantil e bolsa em pesquisa ajudou a me estabelecer. Lá, a universidade não tem essa estrutura. Além disso, o curso está atendendo minhas expectativas. Aqui é uma cidade mesmo%u201D, relata.
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