Brasília – Bacharéis em direito que buscam o título de advogado encararam ontem a primeira fase do VI Exame de Ordem da OAB. No Distrito Federal, dos 3.862 inscritos, 3.761 enfretaram as 80 questões objetivas de múltipla escolha. Em todo o país, cerca de 102 mil pessoas se inscreveram no teste. O resultado preliminar dessa fase será divulgado dia 15, no site da OAB e da FGV Projetos, instituição organizadora do exame. O gabarito da prova está disponível no site da OAB desde as 20h de ontem.
A estudante Carolina Corrêa, de 31 anos, fez a prova ontem pela terceira vez e, embora a considere difícil, faz figa para estar entre os aprovados. Se tiver acertado mais de 50%, ela passa para o seleto grupo que será convocado para a segunda fase do exame, programada para 25 de março. O resultado será divulgado em 3 de maio.
Na última edição da prova, apenas 50 mil dos 108 mil inscritos chegaram à fase prática. Desses, 26 mil foram aprovados. O índice de aprovação nacional foi de 24%. No Distrito Federal, o número foi ainda menor. Pouco mais de 22% dos 4.416 candidatos passaram na segunda etapa. Para Carolina, o problema é que a prova é muito longa. “Essa prova não estava nem mais fácil nem mais difícil que as anteriores, estava complicada da mesma forma. Especialmente as questões de tributário e constitucional”.
Já na opinião da estudante Maria Augusta Palhares, de 22, quem faz o mínimo na faculdade pode passar. “Mesmo sem ter terminado o curso, não vi nenhuma questão sobre algum assunto que não tivesse estudado. Pode até ser que eu não passe, mas tinha conhecimento sobre todas as questões”, alega. Ela, no entanto, reconhece que não é fácil e que a segunda etapa pode ser mais complicada.
O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, explica que a prova está diretamente relacionada à qualidade dos advogados. “O exame lida com a qualificação dos futuros profissionais que vão lidar com bens como liberdade e patrimônio das pessoas. Isso é essencial para que se tenha um equilíbrio dentro do processo. A defesa precisa ter cada vez mais qualidade”, diz. Segundo ele, o exame se tornou um incentivo para que o cidadão tenha uma boa defesa dos seus direitos.
Qualificação
O exame é obrigatório para o exercício da advocacia no país. Em outubro, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou que a prova respeita a Constituição, com o argumento de que “serve ao propósito de avaliar se estão presentes as condições mínimas ao exercício da advocacia e para oferecer à coletividade profissionais qualificados”. Há outras três provas agendadas para este ano.
O edital de abertura do próximo exame, o sétimo unificado, será publicado em 25 de abril e a primeira fase está prevista para 27 de maio. Quanto às outras duas provas programadas para este ano, a primeira fase da oitava edição será em 9 de setembro e a da nona edição, em 16 de dezembro.
