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Justiça autoriza quebra de sigilo bancário do goleiro Bruno

O pedido de quebra das movimentações bancárias foi feito pelo promotor Henry Vasconcelos de Castro e deferido pela juíza Marixa Fabiane Rodrigues

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A juíza Marixa Fabiane Rodrigues, de Contagem, autorizou a quebra de sigilo bancário do goleiro Bruno Fernandes, acusado do desaparecimento e morte de Eliza Samudio. O pedido foi feito pelo promotor Henry Vasconcelos de Castro e deferido pela magistrada. O representante do Ministério Público quer avaliar se as movimentações bancárias do ex-atleta têm alguma relação com o crime. Outra decisão sobre o Caso Bruno está prestes a ser tomada.

Na quarta-feira à 13h30 ocorrerá o julgamento do pedido de anulação do julgamento de dois envolvidos no crime, condenados em novembro pelo júri no Fórum de Contagem, na Grande BH. Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, pegou 12 anos de prisão em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado, e mais três, em regime aberto, por sequestro e cárcere privado. Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do goleiro Bruno Fernandes, foi condenada por sequestro e cárcere privado de Eliza e do bebê a cinco anos de prisão, em regime aberto. Participam da sessão de amanhã os desembargadores Doorgal Andrada (relator), Herbert Carneiro e Delmival de Almeida Campos.

Henry Vasconcelos de Castro está se preparando para o julgamento que ocorrerá no dia 4 de março. O goleiro, a ex-mulher do atleta, Dayane Rodrigues, e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos vão enfrentar o banco dos réus. Em novembro, numa manobra para adiar o julgamento, o ex-jogador destituiu seus defensores no segundo dia do júri. Como Dayanne era representada pelo mesmo defensor, Bruno alegou que ela poderia ser prejudicada. O processo dela foi, então, desmembrado, atendendo pedido feito pelo promotor.
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