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Deputado Durval Ângelo é ouvido por suposto plano de Bola de matar envolvidos no Caso Bruno

O deputado afirmou que não foi ameaçado pessoalmente e que apenas ouviu falar do fato

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postado em 30/01/2012 15:32 / atualizado em 30/01/2012 15:54

João Henrique do Vale , Fernanda Penna /TV Alterosa

O deputado Durval Ângelo (PT) foi ouvido, na tarde desta segunda-feira, sobre o possível plano do ex-policial civil Marcos Aparecido, o Bola, para matar algumas pessoas envolvidas no crime que envolve o goleiro Bruno Fernandes. O plano do ex-policial foi revelado em abril do ano passado, por um detento que dividia a cela com ele na Penitenciária Nelson Hungria. De acordo com o homem, o primeiro nome da lista seria o da juíza Marixa Fabiane, que preside o processo do sequestro, morte e ocultação do corpo de Eliza Samudio. Em seguida, vem o delegado Edson Moreira, o advogado José Arteiro, e o deputado Durval Ângelo.

O parlamentar foi ouvido pelos delegados Wilson Luiz e Islande Batista. Durante cerca de 40 minutos, ele afirmou que não sofreu ameaças e que apenas ouviu falar sobre o fato. Também afirmou que já anda escoltado desde quando a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa começou a investigar um suposto grupo de extermínio no Grupo de Resposta Especial (GRE) da Polícia Civil. Bola era um dos integrantes do GRE.

Após ouvirem Durval Ângelo, os delegados afirmaram que devem ir ao Mato Grosso do Sul para falar com o traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o “Nem”, de 35 anos, que está preso no Presídio Federal de Campo Grande. Ele é apontado pelo detento que dividiu cela com Bola na Penitenciária Nelson Hungria como a pessoa que iria planejar as mortes.

Segundo os delegados, nenhuma pessoa ouvida até agora confirmou as ameças. A polícia ainda pretende ouvir a juíza Marixa Fabiane, o delegado Edson Moreira e os advogados Ércio Quaresma e José Arteiro.

Relembre o Caso Bruno

De acordo com o inquérito, Eliza e a criança, suposto filho do goleiro, foram sequestrados por Luiz Henrique Romão e Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, no Rio de Janeiro, e trazidos para o sítio do atleta, em Esmeraldas, na Grande BH, em 4 de junho. A vítima teria sido mantida em cárcere privado até o dia 10, quando teria sido morta em outro local. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é apontado como o executor. A criança foi entregue à ex-mulher, Dayanne de Souza.

Bruno, Macarrão e Sérgio respondem por sequestro e cárcere privado (pena de 1 a 3 anos), homicídio qualificado ( 12 a 30 anos) e ocultação de cadáver (1 a 3 anos). Bola é acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Em liberdade, Fernanda Gomes de Castro responde por sequestro e cárcere privado de Eliza e do bebê. Dayanne, Wemerson Marques de Souza e o caseiro do sítio, Elenilson Vitor da Silva, são acusados de sequestro e cárcere privado do menor.