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Estado de Minas

EM lança série "O Brasil de Gonzaga" em comemoração ao centenário de Luiz Gonzaga


postado em 07/12/2012 07:13 / atualizado em 14/12/2012 11:07

O recruta Nascimento serviu o Exército Brasileiro por 10 anos. Ajudou no combate à Revolução de 30 e no policiamento da fronteira e do interior do país, mas jamais disparou um tiro. O destino lhe reservara outro caminho, o da música. Enquanto esteve no quartel de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, ele conheceu o policial militar Domingos Ambrósio, que o ensinou a aperfeiçoar uma paixão que Nascimento havia herdado do pai, o canto da sanfona. Entre a rígida disciplina das Forças Armadas e o sonho de juntar dinheiro para comprar um requintado acordeão, o recruta encontrou tempo para aprender a tocar diferentes tipos de foles.

O domínio sobre o instrumento musical e o seu vozeirão foram a senha para que o recruta Nascimento alcançasse o sucesso, poucos anos depois de deixar o Exército, com o nome de Luiz Gonzaga, o rei do baião. Gonzaga não foi um artista qualquer. O rei do baião aproveitou o ritmo musical criado por ele próprio para divulgar, por meio de suas músicas, mensagens acerca da desigualdade social, da dificuldade de o sertanejo viver em regiões de solo castigado pela falta d’água, como ocorre, ainda hoje, no Norte de Minas, no Vale do Jequitinhonha e no Nordeste brasileiro.


Gonzaga, natural de Exu (PE), completaria 100 anos, na próxima quinta-feira, se estivesse vivo. Em alusão à data, o Estado de Minas e o portal publicam, a partir de domingo, a série de reportagens O Brasil de Gonzaga. As reportagens traçam um paralelo entre a economia atual do país e as letras cantadas pelo rei do baião. A estreia aborda o maior sucesso de Gonzaga, Asa Branca, cuja letra trata da migração forçada pela seca. A canção parece ter sido feita recentemente, pois a seca que castigou o país em 2012 é a maior das últimas três décadas.

Os internautas do portal ainda terão vídeos, galerias de fotos e podcasts das músicas que ficaram famosas na voz e na sanfona de Gonzagão. Então, não perca, a partir de domingo, aqui, o Brasil de Gonzaga.

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