A sustentabilidade ganhou um novo selo de reconhecimento no turismo cearense. A Vila Kalango, em Jericoacoara, e o Rancho do Peixe, no Preá, conquistaram a certificação internacional B Corp, concedida pelo B Lab. Os dois empreendimentos são, atualmente, as únicas pousadas do setor de hotelaria do Ceará a receber o selo, que avalia a atuação da empresa como um todo — da relação com trabalhadores e comunidades às práticas ambientais, governança e experiência oferecida aos clientes.

Mais do que reduzir impactos ambientais, a certificação busca reconhecer negócios que demonstram responsabilidade social, transparência e geração de valor para diferentes públicos. No caso das duas pousadas cearenses, esses princípios estão incorporados à própria experiência de hospedagem.

Na Vila Kalango, a relação com a natureza começa na arquitetura. Os 59 coqueiros existentes no terreno foram preservados desde a construção, enquanto materiais como palha e madeira, além de técnicas construtivas locais, ajudam a integrar os espaços à paisagem de Jericoacoara. A ventilação natural também é aproveitada para proporcionar conforto aos hóspedes sem depender exclusivamente de sistemas artificiais.

Com baixa ocupação do terreno, a Pousada Rancho do Peixe oferece gastronomia local e conexão com os ventos que atraem os amantes dos esportes de vela

Marcelo Isola/Divulgação

No Rancho do Peixe, a proposta aparece na ocupação do terreno. Em uma área superior a 60 mil metros quadrados, as construções ocupam apenas 8% do espaço, mantendo grandes áreas livres e favorecendo a circulação natural do vento. O resultado é uma hospedagem de baixa densidade, na qual o contato com a paisagem do Preá faz parte da experiência.

Sustentabilidade também está na experiência

Na Pousada Rancho do Peixe, a sustentabilidade que começa na arquitetura e se estende à experiência

Marcelo Isola/Divulgação

O compromisso ambiental e social não fica restrito à estrutura das pousadas. No Rancho do Peixe, a gastronomia é outro exemplo. O restaurante Sazó utiliza ingredientes frescos, produtos orgânicos cultivados na horta da própria pousada e insumos adquiridos de produtores locais. A proposta valoriza a sazonalidade e os sabores ligados à cultura alimentar da região.

O esporte também faz parte dessa conexão com o território. Os hóspedes podem praticar ou aprender modalidades como kitesurf, windsurf, wingfoil e hidrofoil, aproveitando as características naturais do litoral do Preá, conhecido pelos ventos regulares, água quente e estrutura especializada para os esportes de vela.

“Essa conquista coroa mais de 25 anos de uma trajetória construída com amor pelo nosso território, pela nossa gente e pela nossa cultura. Ser uma Empresa B ratifica que é possível unir o ambiental, o social e o interesse econômico em um propósito de preservação e geração de valor para todas as partes envolvidas”, afirma Silmara Ambrósio Américo, CEO do Grupo e*.

Pontuação acima do exigido

Na Vila Kalango, em Jericoacoara, natureza, conforto e responsabilidade caminham juntos

Marcelo Isola/Divulgação

A certificação também chama atenção pelos resultados alcançados pelas duas pousadas. A Vila Kalango obteve 93,7 pontos, enquanto o Rancho do Peixe alcançou 97 pontos na avaliação. A análise considera diferentes dimensões do negócio, incluindo governança, trabalhadores, comunidade, meio ambiente e clientes.

O selo B Corp se soma a outros reconhecimentos conquistados pelos empreendimentos. A Vila Kalango recebeu o Travellers’ Choice Best of the Best 2026, enquanto o Grupo e* conquistou a categoria Ouro no Selo Sebrae Sustentabilidade da Rota das Emoções.

Em destinos como Jericoacoara e Preá, onde natureza, esportes e cultura são parte essencial do turismo, o reconhecimento reforça uma tendência que ganha espaço na hotelaria: transformar sustentabilidade em algo que o viajante não apenas conhece no discurso, mas percebe na arquitetura, na gastronomia, nas experiências e na relação com o território.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

A experiência mostra que conforto e responsabilidade ambiental não precisam seguir caminhos diferentes. Podem, ao contrário, fazer parte da mesma viagem.

compartilhe