Mulher conta como segurou marido sugado para fora de avião: 'Se morrermos, morreremos juntos'
Svetlana Grkovic declarou à imprensa sérvia que seu marido está 'seriamente ferido e em choque', após ter sido quase jogado para fora de uma aeronave
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Uma mulher segurou seu marido pelas pernas, enquanto ele era quase sugado pela cabeça para fora, em pleno voo, da cabine de um avião da companhia aérea irlandesa Ryanair, na última sexta-feira (10/7).
Ela contou que "metade do corpo dele estava saindo do avião".
Svetlana Grkovic viajava com seu marido, Ljubisa Karovic, de Tessalônica, na Grécia, para Memmingen, na Alemanha. Ela relatou à rádio e TV pública grega ERT que ele ficou "fora até o peito" por dois minutos.
"Reagi imediatamente e agarrei suas pernas", ela conta. "Pensei: 'Se morrermos, morreremos juntos", declarou ela ao portal sérvio Nova.
Grkovi? afirma que, com a ajuda de dois outros passageiros, ela conseguiu puxar seu marido de volta para dentro da aeronave, depois que ele perdeu a consciência três vezes.
"A menina que estava sentada ao lado dele o segurava pela mão", prosseguiu Grkovic para a ERT.
"Três de nós estávamos puxando meu marido para dentro. As máscaras de oxigênio caíram, e o caos se espalhou."
"Eles colocaram uma mala contra a janela, mas ela foi sugada", relata ela.
Para Grkovic, parecia que parte do motor do avião havia quebrado, esmagando a janela ao lado do seu marido e causando a descompressão da cabine. Outros passageiros também relataram terem ouvido algo que parecia uma explosão.
Um consultor técnico indicado pela família acredita que o incidente tenha começado com uma falha no motor direito da aeronave, que fez fragmentos atingirem e estilhaçarem a janela, antes da rápida perda de pressão da cabine. Os investigadores não confirmaram esta versão.
Os passageiros contaram à imprensa local que Karovic havia mantido seu cinto de segurança afivelado, o que ajudou as pessoas a bordo a mantê-lo na cabine, enquanto sua cabeça e seus ombros estavam do lado de fora.
Svetlana Grkovic conta que seu marido, de 61 anos, ficou "seriamente ferido e em choque".
"O importante para mim é que ele está vivo... Sua mão, particularmente, está seriamente ferida, e ele tem queimaduras. Ele não consegue se comunicar, não se lembra de tudo o que aconteceu."
Ela declarou à ERT que "sempre que ele ouve falar em aviões, começa a tremer".
"Meu estado psicológico também é ruim... Temi por nossas vidas. Tive medo que o avião fosse cair."
O voo da Ryanair estava no ar há cerca de dez minutos, segundo os dados de rastreamento, quando caiu abruptamente 2,7 mil metros (9 mil pés).
Em declaração, a empresa afirmou que seu voo de sexta-feira passada de Tessalônica para Memmingen retornou "pouco depois da decolagem, quando uma janela da cabine de passageiros se soltou durante o voo".
"A aeronave aterrissou normalmente, e os passageiros retornaram para o terminal. Um passageiro recebeu assistência médica em terra, em Tessalônica", afirmou a Ryanair.
"Percebemos imediatamente que houve uma descompressão", contou outra passageira, Christina, à Rádio Tessalônica.
"Houve gritos... Por um momento, achei que alguém tivesse aberto a porta de emergência por acidente."
Outra passageira, Sofia, declarou à Rádio Tessalônica: "Pensamos que o avião estivesse caindo. A descompressão foi muito forte. Não conseguíamos respirar".
"O homem que ficou ferido estava sangrando e perdeu a consciência várias vezes, provavelmente devido à falta de oxigênio e ao choque", segundo ela.
Acredita-se que a aeronave tenha 18 anos de idade. Ela era operada pela Malta Air, subsidiária da Ryanair.
A operadora do aeroporto de Tessalônica, Fraport Greece, declarou que "o incidente está, agora, sendo investigado pela Autoridade de Investigações de Segurança Aérea e Ferroviária da Grécia".
Ljubisa Karovic ainda está no hospital, segundo a imprensa local. A investigação sobre as causas do acidente continuam.
Como a aeronave é um Boeing 737-800 de construção americana e o incidente ocorreu no espaço aéreo da Macedônia do Norte, membros de diversos órgãos de aviação internacional participam da investigação. Eles incluem a Boeing, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos e a Agência de Segurança Aérea da União Europeia.
Com colaboração de Nikos Papanikolaou.
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