O Dia da Terra será celebrado em 22 de abril, uma data global que reforça a urgência de ações concretas pela preservação ambiental. Em um país que abriga a maior biodiversidade do planeta e enfrenta ao mesmo tempo o desmatamento acelerado, o aquecimento global e a pressão econômica sobre áreas naturais, o turismo sustentável surge não como uma tendência passageira, mas como uma estratégia essencial de sobrevivência.
O ecoturismo responsável redefine a relação entre humanos, natureza e economia local, provando que proteger a fauna e a flora pode — e deve — caminhar junto com o desenvolvimento socioeconômico. Inspirado pelo lema “Our Power, Our Planet” (“Nosso Poder, Nosso Planeta”), diversas iniciativas brasileiras mostram que os três pilares do turismo sustentável — ambiental, social e econômico — formam um círculo virtuoso: conservação da biodiversidade, inclusão de comunidades tradicionais e geração de renda que substitui atividades predatórias.
"Iniciativas destinadas a proteger a vida selvagem e as comunidades tradicionais são imperativas para garantir que nossos biomas sobrevivam a problemas como oaquecimento global e o desmatamento. Ao mesmo tempo, o turismo responsável atuacomo uma ferramenta fundamental, pois aumenta a conscientização do público eimpulsiona diretamente a economia local," diz Lucas Ribeiro, fundador do PlanetaEXO.
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A seguir, 10 principais iniciativas de preservação da fauna, da flora e dedesenvolvimento socioeconômico de comunidades locais no Brasil:
1. Projeto Onçafari (Mato Grosso do Sul)
Pioneiro na conservação da onça-pintada no Pantanal, o projeto une pesquisa, educação ambiental e reintrodução de animais à natureza. O turismo de observação responsável gera renda para as fazendas locais sem necessidade de caça ou expansão pecuária, transformando o felino em símbolo vivo de sustentabilidade.
Como apoiar: Visite o Refúgio Caiman, acompanhe as atividades nas redes sociais ou faça doações diretas.
2. Projeto Tamar (Litoral Brasileiro)
Há décadas presente em áreas costeiras de nove estados, o Tamar protege tartarugas marinhas por meio de monitoramento científico, pesquisa e capacitação de comunidades. Antigos pescadores e moradores hoje atuam como monitores e artesãos, enquanto os centros de visitantes convertem o turismo em ferramenta de inclusão social.
Como apoiar: Conheça os centros em Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e Pernambuco (Fernando de Noronha), compre produtos oficiais ou contribua com doações.
3. Fundação Amazônia Sustentável – Programa Pensa (Amazonas)
O programa transforma a floresta em pé em ativo econômico por meio do turismo de base comunitária em Unidades de Conservação. Comunidades ribeirinhas gerenciam pousadas, trilhas e experiências culturais, gerando milhões em renda e combatendo a vulnerabilidade social e o desmatamento.
Como apoiar: Priorize roteiros operados por comunidades parceiras e apoie projetos de educação e saúde na floresta por meio de doações.
4. Projeto Baleia Jubarte (Bahia e Espírito Santo)
Nos principais berçários de baleias-jubarte do Atlântico Sul, a iniciativa combina ciência com turismo de observação (whale watching) regulamentado. Pescadores locais são capacitados como guias, criando renda sem interferir no ciclo de vida dos animais.
Como apoiar: Participe de expedições sustentáveis com parceiros credenciados ou adquira produtos oficiais.
5. Instituto Arara Azul (Mato Grosso do Sul e Mato Grosso)
No Instituto Arara Azul, o monitoramento de ninhos artificiais é uma ferramenta crucial para salvar espécies ameaçadas da extinção
Um caso de sucesso: o monitoramento de ninhos naturais e artificiais salvou a arara-azul da extinção no Pantanal. O turismo de observação financia a continuidade da pesquisa, demonstrando que ciência e economia podem andar juntas.
Como apoiar: Adote simbolicamente um ninho ou filhote, compre produtos oficiais ou doe pelo site do instituto.
6. Projeto Golfinho Rotador (Pernambuco)
Sediado em Fernando de Noronha há mais de 30 anos, o projeto pesquisa e protege os golfinhos-rotadores. Regras rigorosas de visitação garantem que o turismo respeite o comportamento natural e o descanso dos cetáceos.
Como apoiar: Respeite as normas do Parque Nacional Marinho, visite o Centro de Visitantes ou faça doações diretas.
7. Ibiti Projeto (Minas Gerais)
O Ibiti Projeto refloresta áreas degradadas e protege a fauna nativa — com destaque para o muriqui-do-norte
Focado na regeneração da Mata Atlântica e no turismo regenerativo, o projeto refloresta áreas degradadas e protege o muriqui-do-norte em harmonia com as vilas da região de Ibitipoca. Visitantes contribuem ativamente na recuperação ambiental.
Como apoiar: Pratique o turismo regenerativo no local e priorize produtos sustentáveis da comunidade.
8. Programa Lobos da Canastra – Instituto Pró-Carnívoros (Minas Gerais)
O projeto Lobos da Canastra tenta mitigar conflitos com produtores rurais é essencial para promover a coexistência pacífica no Cerrado.
Na Serra da Canastra, o projeto monitora o lobo-guará e trabalha com produtores rurais para mitigar conflitos e promover a coexistência no Cerrado. A campanha “Sou amigo do lobo” transforma vizinhos em aliados da conservação.
Como apoiar: Divulgue as campanhas educativas ou doe pelo site do Instituto Pró-Carnívoros.
9. Associação de Artesãos de Mateiros (Tocantins)
A Associação de Artesãos de Mateiros (TO) respeitam o ciclo do capim-dourado garante a conservação do ecossistema e fortalece a economia quilombola
No Jalapão, as comunidades quilombolas colhem o Capim Dourado seguindo normas rígidas de ciclo de sementes. O artesanato sustentável protege o Cerrado e gera renda, tornando a planta guardiã do ecossistema.
Como apoiar: Visite o Jalapão com guias comunitários e adquira artesanato original com selo de origem, respeitando o período oficial de colheita.
10. Projeto “Na Rota do Tamanduáí” – Instituto Tamanduá (Maranhão)
Nos Lençóis Maranhenses, a iniciativa estuda e protege o tamanduáí — a menor espécie de tamanduá do mundo — enquanto capacita comunidades locais para o ecoturismo sustentável, oferecendo alternativa à degradação ambiental.
Como apoiar: Escolha guias e roteiros de base comunitária e apoie as campanhas de educação ambiental do instituto.
Com o Dia da Terra se aproximando em 22 de abril, essas iniciativas lembram que cada escolha de viagem, cada consumo consciente e cada apoio financeiro pode fazer a diferença. O turismo sustentável não é apenas uma forma de conhecer o Brasil: é uma ferramenta poderosa para garantir que nossos biomas sobrevivam e prosperem. Escolha roteiros responsáveis, valorize comunidades locais e seja parte dessa transformação. O poder de proteger o planeta está, literalmente, em nossas mãos.
Dia da Terra 2026 celebra o poder de cada um na defesa ambiental
Desde 2009, uma resolução da ONU estabelece o dia 22 de abril como DiaInternacional da Mãe Terra ou Dia da Terra, uma data internacional criada paraconscientizar a população sobre a importância da preservação do meio ambiente eincentivar ações concretas contra problemas como poluição, mudanças climáticas eperda de biodiversidade.A celebração da data começou nos Estados Unidos em 1970, bem antes doreconhecimento oficial das Nações Unidas. Hoje, o Earth Day mobiliza milhões depessoas ao redor do mundo.O lema de 2026 “Our Power, our Planet” ou, em tradução livre “Nosso Poder, NossoPlaneta”, celebra o poder das pessoas e da mobilização comunitária na defesaambiental. Saiba mais sobre a data e a mobilização mundial no site oficialEarthDay.org.
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Sobre o PlanetaEXO
PlanetaEXO é uma plataforma dedicada ao ecoturismo responsável, conectandoviajantes a experiências autênticas na natureza e fortalecendo iniciativas comunitáriasem todo o Brasil. A empresa atua em parceria com comunidades locais, guias eprojetos de conservação para promover viagens que valorizam cultura, biodiversidadee sustentabilidade.
