O modo de fazer o Queijo Minas Artesanal, uma tradição com mais de 300 anos, alcançou o reconhecimento máximo: em dezembro de 2024, a Unesco o declarou Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. A decisão celebra não apenas um produto, mas um saber-fazer que atravessa gerações e define a identidade cultural de Minas Gerais.

O Segredo do Sabor: O "Pingo" e o Terroir

O segredo por trás do sabor único do Queijo Minas Artesanal reside em seu processo de fabricação, que utiliza leite cru, coalho e o famoso "pingo" – um fermento natural extraído do soro do dia anterior, repleto de bactérias selvagens que conferem identidade a cada queijo. Esse método, passado de família em família, está diretamente ligado ao conceito de "terroir", onde o clima, a altitude, o tipo de pastagem e a raça do gado influenciam diretamente no sabor, aroma e textura do produto final. Cada queijo é, portanto, um reflexo autêntico de sua origem.

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As Regiões Produtoras Reconhecidas

Minas Gerais se destaca cada vez mais na produção de queijo artesanal, mas o baixo volume pode ser um problema na abertura de novos mercados Ouro Canastra Q’jaria/Divulgação
Queijos Canastra com a casca amarelada, característica aprimorada no processo de maturação do produto artesanal mineiro. Gil Leonardi/ Imprensa MG
Na Serra da Canastra, produtores preservam o modo tradicional e artesanal de fazer queijo Alexandre Mota/Divulgação
A excelência dos queijos artesanais de Minas Gerais, como os da Queijaria d'Alagoa, reconhecidos em concursos, mantém viva a tradição da produção queijeira do estado. Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
Mundial de Queijos na França reuniu mais de 1900 tipos do produto Arquivo pessoal
Queijo do Serro Reprodução
Para garantir variedade, o ideal é selecionar ao menos três tipos com sabores e texturas diferentes de queijos Pexels

O que antes era um conhecimento difuso, hoje é um patrimônio organizado e protegido. A produção do Queijo Minas Artesanal é certificada em 10 regiões produtoras distintas, abrangendo mais de 100 municípios mineiros. Cada uma com suas particularidades de sabor, como Serro, Canastra, Araxá, Cerrado, Serra do Salitre, Triângulo Mineiro, Diamantina, Serra do Ibitipoca, Entre Serras da Piedade ao Caraça e Vertentes. Muito antes do reconhecimento mundial, esse saber-fazer já era valorizado no Brasil, tendo sido registrado como patrimônio imaterial do estado em 2002 e, posteriormente, como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan em 2008. A qualidade excepcional desses queijos tem garantido crescente reconhecimento e destaque no cenário gastronômico nacional e internacional.

A Rota do Queijo: Uma Viagem de Sabores

Para os amantes da gastronomia e do turismo cultural, a Rota do Queijo de Minas Gerais é uma experiência imperdível. O roteiro convida os visitantes a conhecerem de perto as fazendas produtoras, acompanharem o processo de fabricação artesanal e, claro, degustarem os queijos frescos e maturados diretamente da fonte. É uma oportunidade única de conversar com os mestres queijeiros, entender a história por trás de cada peça e vivenciar a cultura que transformou o queijo em um símbolo do estado.

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