O prestigiado jornal The New York Times divulgou sua tradicional lista anual "52 Places to Go", que sugere os melhores destinos para viajar no ano vigente. Para 2026, o Brasil marcou presença com um único representante: o Instituto Inhotim, localizado em Brumadinho, Minas Gerais, ocupando a 24ª posição na relação. Essa inclusão coloca o museu a céu aberto ao lado de locais icônicos como a Península de Osa, na Costa Rica, e o Parque Nacional de Bandhavgarh, na Índia, destacando sua relevância no cenário global de turismo cultural e ecológico.

O Inhotim é descrito pelo NYT como um paraíso para amantes da arte contemporânea e da natureza, com mais de 500 obras distribuídas em 24 galerias e 23 instalações externas espalhadas por um jardim botânico de 140 hectares. Uma das observações do jornal é que "uma das poucas críticas feitas a Inhotim é que um único dia não basta para ver tudo", incentivando visitas mais prolongadas para explorar fully as coleções de artistas como Yayoi Kusama, Olafur Eliasson e Tunga. Fundado em 2006 pelo empresário Bernardo Paz, o instituto combina arte moderna com preservação ambiental, abrigando espécies raras da Mata Atlântica e promovendo a sustentabilidade.

De acordo com a publicação, “uma das poucas queixas feitas sobre o Inhotim — um museu de arte contemporânea no sudeste do Brasil — é que é muita coisa para um dia só”, destaca.

“Em 2026, o Inhotim comemora seu 20º aniversário aberto ao público (começou como uma coleção particular) com uma programação especial de exposições que exploram a identidade afro-amazônica do Brasil. Obras de Dalton Paula, Davi de Jesus do Nascimento, Paulo Nazareth e 22 artistas indígenas sul-americanos se juntarão às coleções permanentes de artistas como Yayoi Kusama e Hélio Oiticica”, acrescenta o jornal.

Ainda em Minas Gerais, o jornal destaca as igrejas barrocas e o Parque Nacional da Serra do Cipó como ótimos motivos para estender a viagem pelo estado do Sudeste brasileiro.

 
 
 
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Experiências imersivas

Arte e jardins gigantes: Inhotim mistura esculturas, galerias e natureza para uma experiência inesquecível Mayara Souza
Jardins do Museu Inhotim de Arte Contemporanea. Leandro Couri/EM/D.A Press. Brasil. Brumadinho - MG. Jardins do Museu Inhotim de Arte Contemporanea.
Inhotim. Na foto, Jardim de Todos os Sentidos. Brendon Campos/Divulgação
De 30 de novembro a 2 de dezembro, convidados selecionados viverão uma experiência imersiva e exclusiva em Inhotim – arte contemporânea de nível mundial, natureza exuberante e alta gastronomia Julia Lanari/Divulgação
Paulo Nazareth criou 'Esconjuro', exposição que acompanha as estações do ano, especialmente para Inhotim Leandro Couri/EM/D.A Press
O Instituto Inhotim, em Brumadinho, a 65 km de Belo Horizonte (MG), é o maior centro de arte contemporânea a céu aberto do mundo. Bem como um jardim botânico numa área de transição entre o Cerrado e a Mata Atlântica, dois biomas com grande biodiversidade. Otávio Nogueira - Wikimédia Commons
Instituto Inhotim (Brumadinho-MG): Um dos maiores museus a céu aberto do mundo, fica na Mata Atlântica, com enclaves de cerrado, a altitudes entre 700 e 1.300 metros. Abrange patrimônios naturais, obras de arte e coleções botânicas de grande importância. Vinicius Depizzul - Wikimédia Commons
Inhotim agora tem hotel: conheça o luxuoso Clara Arte em Brumadinho Maria Lúcia Passos/EM/D.A Press
A obra True Rouge (2002) fica em galeria exclusiva e permanente no Inhotim Divulgação/ Inhotim/ William Gomes
Espaço Invenção da cor, uma das inúmeras atrações do Instituto Inhotim Divulgação
Inhotim tem sediado o Museu Afro-brasileiro nos últimos dois anos Ícaro Moreno/Reprodução
Galeria de Adriana Varejão no instituto inhotim, em frente a um lado e jardins Euler Júnior/EM/D.A Press - 20/1/14
Quadros na parede e instalação circular, no meio da galeria, na exposição Abdias Nascimento, Tunga e Museu de Arte Negra, em Inhotim Ícaro Moreno/divulgação
Vista de Inhotim, com o lago em primeiro plano e obras de arte à margem, emoldurados pelo Jardim Botânico da instituição Leandro Couri/EM/D.A Press
Instalação de Monica Ventura, semelhante a uma oca de palha, em Inhotim Leandro Couri/EM/D.A Press

A escolha do Inhotim não é aleatória. Após o trágico rompimento da barragem de Córrego do Feijão em 2019, que devastou Brumadinho e deixou centenas de vítimas, a região tem se reinventado por meio do turismo cultural. O NYT enfatiza a resiliência local, com o museu servindo como âncora para a recuperação econômica e social, atraindo visitantes internacionais interessados em experiências imersivas que vão além do convencional. Além disso, novas exposições e eventos programados para 2026, como mostras interativas e trilhas ecológicas, reforçam seu apelo.

No Brasil, a notícia foi recebida com entusiasmo pelo setor turístico e cultural. Bárbara Botega, secretária estadual de Cultura e Turismo, comemorou a lista: “É um grande orgulho ver Minas Gerais reconhecida internacionalmente, mais uma vez, como único destino brasileiro entre os imperdíveis de 2026. E esse destaque vai além de Inhotim. A cena gastronômica de Belo Horizonte foi muito comemorada, assim como nossos mercados e vinhos. O festival Uai Wine, realizado em agosto do ano passado no Palácio da Liberdade, também foi lembrado. Ou seja, vinho, arte e gastronomia celebrados internacionalmente, isso mostra que estamos no caminho certo, de sucesso e prosperidade”.

Para quem planeja a viagem, o NYT sugere chegar via Belo Horizonte, a cerca de 60 km de distância, e reservar pelo menos dois dias para a visita. Ingressos, na plataforma do sympla, variam de R$ 44 a R$ 88, com opções de transporte interno via carrinhos elétricos para facilitar a mobilidade no vasto terreno. Com a inclusão na lista, espera-se um aumento no fluxo de turistas, impulsionando a economia regional e promovendo o Brasil como destino diversificado. Quartas e domingos a visitação pode sair de graça, Confira aqui.

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Essa seleção do New York Times não só eleva o perfil de Inhotim, mas também convida o mundo a redescobrir Brumadinho, transformando uma área marcada por tragédia em um símbolo de arte, cura e inovação. Para os viajantes brasileiros e internacionais, 2026 pode ser o ano perfeito para explorar esse tesouro escondido em Minas Gerais.

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