Trocar a correia dentada aos 60 mil ou aos 160 mil km? A resposta depende de um detalhe do carro e das condições de uso que podem mudar a hora da manutenção
Entenda a importância de revisar a peça no prazo ideal; conheça os sinais de desgaste para proteger o carro e economizar em manutenções pesadas
compartilhe
A correia dentada opera de forma contínua, escondida sob uma tampa do motor. O componente passa despercebido no cotidiano do veículo, mas o rompimento dessa peça de borracha destrói o propulsor e encerra a vida útil do automóvel.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
Sincronização interna do motor
O virabrequim movimenta os pistões para cima e para baixo. Na parte superior, o comando de válvulas abre e fecha as válvulas.

Quando a correia se rompe, a sincronia é perdida. O pistão sobe no cilindro, atinge as válvulas abertas e arruína a mecânica, situação que costuma destinar o motor ao ferro-velho.
Prazos e limites de quilometragem
Fabricada em borracha reforçada com fibra de vidro ou aramida, a peça sofre desgaste e exige troca regular. Os manuais dos veículos estabelecem prazos que variam de 60.000 a 160.000 quilômetros, conforme os materiais adotados, a tensão e a mecânica de cada projeto.
O período sem circulação também provoca a degradação do material: a borracha envelhece mesmo quando o carro permanece muito tempo guardado. Diante disso, as marcas estipulam períodos limites em anos, em paralelo à quilometragem indicada.
Recomendações técnicas para a manutenção
Mecânicos apontam cuidados fundamentais para preservar o conjunto. Em motores dotados de correia banhada a óleo, como a família PureTech do grupo Stellantis, a substituição preventiva entre 40.000 e 60.000 quilômetros é indicada, sobretudo para veículos com tráfego concentrado na cidade, ambiente que desgasta a peça mais rápido que a estrada.
Nas demais mecânicas, a recomendação geral varia entre 80.000 e 100.000 quilômetros. A antecipação do prazo equivale ao custo de uma revisão comum, enquanto o atraso pode custar o valor de um motor completo.
Ruídos ao dar a partida exigem atenção imediata. Chiados ou batidas anormais sugerem problemas em peças em contato com a correia, a exemplo de tensores e guias. Esses componentes emitem ruídos estranhos antes de quebrar e interromper a distribuição do motor.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
O estado visual externo também induz ao erro: a correia pode aparentar ótimas condições superficiais enquanto a estrutura interna de borracha e plástico já atinge o limite do desgaste. O hodômetro atua como medidor mais confiável do que a análise do olho humano.