Um alerta climático global sem precedentes alterou o comportamento de pesquisa dos brasileiros nesta semana. A notícia de que o atual "Super El Niño", em formação no Oceano Pacífico, pode causar mais de 450 mil mortes adicionais por calor nos próximos seis meses fez o termo disparar no topo do Google. O estudo, divulgado pelo The Guardian, engatilhou um sentimento imediato de urgência climática na internet.

Segundo o Google Trends, ferramenta que monitora as buscas no site, o termo “Oceano Pacífico” registrou uma alta de mais de 1.000% entre terça e quarta-feira (23/9). O interesse principal não é apenas entender o fenômeno, mas mapear os riscos locais, já que o relatório coloca o Brasil entre os países mais vulneráveis aos efeitos do calor extremo, com uma projeção de cerca de 13.300 mortes.

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O período de maior risco, segundo a projeção, vai de setembro de 2026 a fevereiro de 2027, com o pico do fenômeno esperado entre novembro e dezembro. Além do Brasil, a lista de nações em maior risco inclui Nigéria, Indonésia, Índia, Sudão, além de países da região do Sahel na África, Filipinas e Vietnã. O "Super El Niño" se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas do oceano, o que altera os padrões de chuva e temperatura em escala global, intensificando eventos climáticos extremos.

A situação reforça a necessidade de adaptação a uma nova realidade climática. O estudo destaca que o cenário atual pode ser um retrato do que será o clima do planeta em cerca de 20 anos, caso as emissões de gases de efeito estufa não sejam drasticamente reduzidas. A frequência e a intensidade de ondas de calor tendem a aumentar, exigindo novas políticas públicas e mudanças de hábito.

O que fazer para se proteger

Com o aumento previsto das temperaturas, algumas medidas simples podem ser adotadas para minimizar os riscos à saúde, especialmente para os grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos. A recomendação é reforçar a hidratação ao longo do dia, mesmo sem sentir sede, e evitar a exposição direta ao sol nos horários de pico, geralmente entre as 10h e as 16h.

É importante também dar preferência a alimentos leves e frescos, como frutas e saladas, e usar roupas claras e de tecido fino para ajudar o corpo a regular a temperatura. Dentro de casa, a sugestão é manter os ambientes o mais arejados possível, utilizando ventiladores ou ar-condicionado, se disponível. Buscar locais climatizados, como shoppings ou bibliotecas, pode ser uma alternativa durante os dias mais quentes.

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Para a segurança coletiva, a discussão sobre a criação de "centros de resfriamento" urbanos ganha força. Esses espaços públicos seriam equipados para oferecer abrigo e alívio para a população durante as ondas de calor mais severas. Ações como essa se tornam cada vez mais essenciais para proteger vidas em um mundo em aquecimento.

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