A farmacêutica brasileira Eurofarma iniciou a distribuição das canetas de semaglutida Poviztra e Extensior, fabricadas pela Novo Nordisk — mesma produtora do Ozempic e Wegovy. Através do programa de fidelidade EuroCuida, os medicamentos são oferecidos com descontos de até 50%, com preços que podem chegar a R$ 295, agitando o mercado de tratamentos para obesidade e diabetes tipo 2.
A movimentação é, na verdade, uma parceria estratégica entre a Eurofarma e a Novo Nordisk. O objetivo é ampliar o acesso ao tratamento e consolidar mercado antes da expiração da patente da semaglutida em 2026, que abrirá portas para a chegada de novos concorrentes nacionais, como EMS e Megalabs. A estratégia, portanto, não se baseia em produção local pela Eurofarma, mas sim na distribuição com uma política de preços agressiva.
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Como funciona a semaglutida
A semaglutida é uma molécula que imita a ação do GLP-1, um hormônio produzido naturalmente pelo nosso corpo. A substância atua no cérebro, reduzindo o apetite e aumentando a sensação de saciedade. Além disso, retarda o esvaziamento do estômago, o que contribui para que a pessoa se sinta satisfeita por mais tempo.
Inicialmente, o medicamento foi desenvolvido para controlar os níveis de açúcar no sangue em pacientes com diabetes tipo 2. No entanto, a significativa perda de peso observada nos estudos clínicos levou à sua aprovação também para o tratamento da obesidade e do sobrepeso associado a outras doenças, como pressão alta ou colesterol elevado.
O que muda para o consumidor
Para ter acesso aos preços promocionais, os pacientes precisam se cadastrar no programa de fidelidade EuroCuida, da Eurofarma. A principal mudança é a possibilidade de encontrar um tratamento mais acessível, tornando a terapia uma opção viável para um número maior de pessoas. A iniciativa também pode ajudar a regularizar a oferta do princípio ativo nas farmácias.
É fundamental reforçar, no entanto, que o uso de qualquer medicamento à base de semaglutida exige prescrição e acompanhamento médico. Apenas um profissional de saúde pode avaliar se o tratamento é adequado para cada caso, indicar a dose correta e monitorar possíveis efeitos colaterais. A automedicação apresenta sérios riscos à saúde.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
