Uma forte e pontual onda de frio prevista para o fim de junho deve atingir as regiões Sul e Sudeste do Brasil, acendendo um alerta que vai além dos termômetros e casacos. A formação de geada, prevista pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) principalmente para as áreas de serra e de fronteira com o Uruguai, ameaça importantes lavouras e pode encarecer o preço de alimentos essenciais na mesa dos brasileiros nas próximas semanas.

O fenômeno climático representa um risco direto para a produção agrícola. Quando a temperatura cai abaixo de zero, a umidade do ar congela sobre as plantas, formando cristais de gelo que danificam as células vegetais. Esse processo pode queimar folhas, flores e frutos, comprometendo parcial ou totalmente a colheita.

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Produtores de estados como Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e sul de Minas Gerais estão em estado de atenção. O impacto varia conforme a cultura e o estágio de desenvolvimento em que ela se encontra, mas algumas já são consideradas mais vulneráveis.

Quais alimentos podem ficar mais caros?

A redução na oferta de certos produtos, causada por perdas no campo, tende a pressionar os preços para cima. A lei da oferta e da procura se aplica diretamente aqui. Fique de olho nos seguintes itens:

  • Café: O sul de Minas Gerais e o norte do Paraná são grandes produtores e extremamente sensíveis à geada. O congelamento pode não apenas destruir a safra atual, mas também danificar os cafezais para os próximos anos, gerando um impacto de longo prazo.

  • Milho: A segunda safra, conhecida como safrinha, está em fase final de desenvolvimento em muitas áreas. A geada pode prejudicar o enchimento dos grãos, diminuindo a produtividade e a qualidade do produto, que é base para ração animal e diversos produtos industrializados.

  • Hortaliças e legumes: Culturas como alface, couve, brócolis e tomate são muito frágeis ao frio intenso. Como seu ciclo é curto, o impacto nos preços costuma ser quase imediato, sentido principalmente nas feiras e supermercados dos grandes centros urbanos.

  • Cana-de-açúcar e laranja: Embora mais resistentes, lavouras de cana e de laranja, especialmente as mais jovens, também podem sofrer com geadas mais severas, afetando a produção de açúcar, etanol e suco.

O tamanho real do prejuízo só será conhecido nos próximos dias, quando os agricultores conseguirem avaliar a extensão dos danos em suas plantações. A partir daí, o mercado começará a refletir o cenário de uma possível menor oferta de alimentos.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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