Como o clima e o tempo afetam o agronegócio e o preço dos alimentos
Chuvas ou secas extremas podem comprometer safras inteiras e impactar diretamente o valor dos produtos que chegam à sua mesa; entenda essa relação
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Você já parou para pensar que a previsão do tempo que você consulta todos os dias tem uma ligação direta com o preço do arroz, do feijão e da carne no supermercado? A relação entre clima, agronegócio e o seu bolso é mais forte do que parece, e eventos climáticos extremos, cada vez mais comuns, são os principais responsáveis por essa dinâmica.
Quando uma seca severa atinge importantes regiões produtoras, por exemplo, o resultado é imediato no campo. As plantas não se desenvolvem como deveriam, as lavouras perdem produtividade e a colheita é menor que o esperado. Com menos produto disponível no mercado, a lei da oferta e da procura entra em ação e os preços sobem.
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O excesso de chuvas também é um grande vilão. Temporais podem destruir plantações, dificultar a colheita e o transporte da produção. Além disso, a umidade elevada favorece o surgimento de pragas e doenças, o que pode comprometer a qualidade dos alimentos e reduzir ainda mais a oferta.
O efeito em cadeia na economia
O impacto não se limita apenas às frutas, verduras e legumes. Culturas como o milho e a soja, que são a base da ração de aves, suínos e bovinos, são extremamente sensíveis às variações climáticas. Uma quebra na safra desses grãos encarece o custo para alimentar os animais.
Esse aumento é repassado ao longo da cadeia produtiva até chegar ao consumidor final. O resultado é um aumento no preço da carne, do frango, dos ovos e do leite. Portanto, uma estiagem no Centro-Oeste pode fazer o valor do seu bife subir, mesmo que na sua cidade esteja chovendo normalmente.
Além da produção, o clima afeta a logística. Chuvas intensas podem danificar estradas e pontes, atrasando o escoamento das safras e aumentando os custos com frete. Esse valor adicional também acaba sendo incorporado ao preço que você paga no caixa.
É importante notar que o impacto no bolso do consumidor não é imediato. O mercado trabalha com estoques, mas conforme eles diminuem e a nova safra, menor e mais cara, começa a ser negociada, os valores nas prateleiras são reajustados. Essa alta costuma ser sentida semanas ou meses após o evento climático que a originou.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.