O que é psicografia? Entenda o fenômeno segundo o espiritismo
A história da suposta carta psicografada atribuída ao noivo falecido da atriz Ana Paula Arósio voltou a circular nas redes sociais; saiba como a doutrina espírita explica a comunicação com os mortos através da escrita
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A história de uma suposta carta psicografada atribuída ao noivo falecido da atriz Ana Paula Arósio, Luiz Carlos Leonardo Tjurs, morto em 1996, voltou a circular nas redes sociais em junho de 2026 após declarações da escritora e espiritualista Mônica Buonfiglio, e despertou a curiosidade do público sobre o fenômeno.
O caso, que aconteceu há 30 anos quando o empresário tinha 29 anos e a atriz 21, voltou à discussão após um vídeo publicado pela médium nas redes sociais, no qual ela relembra o atendimento à família na época.
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Para a doutrina espírita, a psicografia é uma forma de comunicação entre vivos e mortos, na qual um espírito se utiliza das faculdades de uma pessoa, o médium, para escrever mensagens. O conceito foi detalhado no século 19 por Allan Kardec, o codificador do espiritismo. Em obras como “O Livro dos Médiuns”, ele descreve a mediunidade de psicografia como uma das mais comuns e úteis para comprovar a sobrevivência da alma após a morte do corpo físico. O objetivo principal, segundo a doutrina, é consolar, orientar e oferecer provas da imortalidade.
Como funciona a psicografia?
A comunicação não ocorre de uma única forma. O espiritismo classifica a psicografia em três tipos principais, que variam conforme o nível de interferência do médium no processo. A compreensão desses mecanismos ajuda a entender a variedade de estilos e conteúdos encontrados nas mensagens.
Os tipos são:
Mecânica: considerada a mais rara, o espírito atua diretamente sobre o braço e a mão do médium, que se movem de forma involuntária, sem que ele tenha consciência do que está sendo escrito.
Semimecânica: o tipo mais comum. O médium sente o pensamento do espírito e, ao mesmo tempo, seu braço é impulsionado a escrever. Ele tem consciência do conteúdo durante ou logo após a escrita.
Intuitiva: o espírito transmite suas ideias mentalmente e o médium as capta e as transcreve com suas próprias palavras e caligrafia. Neste caso, é difícil distinguir o que pertence ao médium e o que vem do espírito.
É possível verificar a autenticidade?
A validação de uma carta psicografada é um dos pontos mais complexos. Para os adeptos da doutrina, a veracidade é analisada por um conjunto de fatores. Entre eles estão a coerência da mensagem, o conteúdo moral e a presença de informações íntimas que apenas o falecido e seus familiares conheceriam.
A semelhança da caligrafia e da assinatura com as da pessoa em vida também é considerada um forte indício, embora não seja o único critério. A doutrina espírita recomenda que toda comunicação seja analisada com bom senso e sem fanatismo, focando sempre no valor consolador e instrutivo da mensagem recebida.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.