Brasil

As principais fake news sobre vacinas que ainda circulam e como desmenti-las

Anos após a pandemia de Covid-19, a desinformação continua. Listamos os boatos mais comuns e trazemos as explicações científicas que os refutam.

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Mesmo anos após o auge da pandemia de Covid-19 (2020-2021), a desinformação sobre vacinas continua a ser um desafio significativo. Boatos antigos, repetidamente desmentidos pela ciência, ganham nova força nas redes sociais e semeiam dúvidas sobre a segurança e a eficácia dos imunizantes.

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Essa onda de desinformação representa um risco real à saúde pública, minando a confiança em uma das ferramentas mais eficazes para prevenir doenças. Para ajudar a esclarecer os fatos, listamos alguns dos mitos mais persistentes que ainda circulam pela internet e o que a ciência realmente diz sobre eles.

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Mitos sobre vacinas que você precisa esquecer

  • As vacinas causam autismo
    Esta é talvez uma das fake news mais antigas e prejudiciais. A ideia surgiu de um estudo fraudulento publicado em 1998, que foi totalmente retratado pela prestigiada revista científica The Lancet apenas em 2010, 12 anos após sua publicação. Desde então, dezenas de pesquisas rigorosas refutaram essa conexão. Um dos maiores estudos, publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) em 2015, avaliou mais de 95 mil crianças e não encontrou qualquer ligação entre a vacina tríplice viral e o transtorno do espectro autista.

  • Imunizantes de mRNA alteram o DNA humano
    A tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) é inovadora, mas não interfere no nosso código genético. O mRNA funciona como um mensageiro que entrega instruções para as nossas células produzirem uma proteína específica do vírus, ensinando o sistema imune a reconhecê-lo e combatê-lo. Ele atua fora do núcleo da célula, onde o DNA fica armazenado, e se degrada rapidamente após cumprir sua função. Portanto, é biologicamente impossível que ele altere nosso DNA.

  • É melhor pegar a doença para ter imunidade natural
    Apostar na imunidade adquirida através da doença é uma roleta-russa. Uma infecção natural expõe o corpo a riscos graves e imprevisíveis, que vão desde sintomas severos a complicações de longo prazo e até a morte. A vacina oferece um caminho muito mais seguro, pois estimula a produção de anticorpos de forma controlada, conferindo proteção sem expor o organismo aos perigos da doença ativa.

  • Vacinas contêm microchips ou substâncias magnéticas
    Teorias sobre microchips e magnetismo não possuem qualquer base na realidade. A tecnologia para inserir um dispositivo de rastreamento funcional através de uma agulha de vacina simplesmente não existe. A composição dos imunizantes é pública e regulada por agências de saúde, não contendo componentes eletrônicos ou metais em quantidade suficiente para causar qualquer efeito magnético.

  • Os imunizantes podem causar infertilidade
    Não existe nenhuma evidência científica que conecte qualquer vacina a problemas de fertilidade, seja em homens ou mulheres. Pelo contrário, diversas entidades médicas globais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), reforçam a segurança dos imunizantes e recomendam a vacinação para quem planeja engravidar e também para gestantes, como forma de proteger tanto a mãe quanto o bebê.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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