Brasil e energia renovável em 2026: matriz atinge 88% de fontes limpas
Com 55% da matriz ainda vindo de hidrelétricas, país acelera diversificação com solar e eólica para consolidar a transição energética
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Em 2026, o Brasil se destaca no cenário mundial com uma das matrizes energéticas mais limpas, onde as fontes renováveis já representam 88,2% da capacidade instalada, segundo Balanço Energético Nacional 2025 da EPE. No entanto, o sistema ainda mantém uma dependência significativa das usinas hidrelétricas, o que o torna vulnerável a crises hídricas. Em resposta, o país acelera a transição para diversificar suas fontes, com a energia solar e a eólica ganhando um protagonismo sem precedentes para garantir a segurança energética.
Historicamente, a geração de eletricidade no Brasil foi construída sobre a força das águas. Atualmente, as hidrelétricas representam aproximadamente 55% da matriz elétrica, ainda sendo majoritárias, mas com uma dominância decrescente. Essa concentração expõe o país ao risco climático: períodos de seca prolongada reduzem o nível dos reservatórios, encarecem a conta de luz com o acionamento de termelétricas e elevam o fantasma de racionamentos.
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Esse cenário impulsionou a busca por alternativas, abrindo caminho para o crescimento exponencial de outras renováveis. A capacidade instalada total do país ultrapassou 217 GW em janeiro de 2026, um reflexo do imenso potencial brasileiro que combina alta incidência solar em seu território e ventos constantes, principalmente no litoral do Nordeste.
O avanço da energia solar e eólica
A energia solar e a eólica avançam em ritmo acelerado, refletindo a trajetória de crescimento do setor, que adicionou 7,403 GW de nova capacidade apenas em 2025. Em 2026, a energia solar fotovoltaica ultrapassou marcas históricas de capacidade instalada, impulsionada pelo barateamento dos painéis e pela expansão da geração distribuída em residências e comércios. Simultaneamente, a energia eólica offshore dá passos importantes, com licenças ambientais sendo liberadas para projetos-piloto no Ceará e no Rio Grande do Norte.
Essa expansão não apenas fortalece a segurança energética, como também gera empregos e atrai investimentos. A diversificação da matriz reduz a pressão sobre os recursos hídricos e posiciona o Brasil como um líder na economia de baixo carbono, um diferencial importante em um mundo cada vez mais preocupado com as mudanças climáticas.
Os desafios da transição energética
Apesar do progresso, a transição não ocorre sem obstáculos. A expansão dessas fontes encontra barreiras que precisam ser superadas para garantir um futuro energético estável e sustentável. Entre os principais desafios, destacam-se:
Investimento em infraestrutura: a rede de transmissão precisa ser modernizada e ampliada para escoar a energia gerada em locais distantes dos grandes centros consumidores.
Armazenamento de energia: o sol e o vento são fontes intermitentes, ou seja, não estão disponíveis 24 horas por dia. O desenvolvimento de tecnologias de armazenamento, como baterias de grande porte, é fundamental.
Regulação e previsibilidade: para atrair os investimentos bilionários necessários, o setor precisa de regras claras e estáveis que garantam segurança jurídica aos empreendedores.
Integração ao sistema: gerenciar um sistema com múltiplas fontes de energia exige planejamento e tecnologia para equilibrar a oferta e a demanda em tempo real, evitando instabilidades na rede.
Desenvolvimento de novas tecnologias: Além do armazenamento, o mercado em 2026 aposta no hidrogênio verde como um vetor energético chave para o futuro, exigindo investimentos em produção e logística.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.