A nostalgia vende: por que Hollywood não para de reviver franquias
De 'Conan' a 'Star Wars', o resgate de clássicos se tornou um negócio milionário; entenda a estratégia dos estúdios para atrair diferentes gerações
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O anúncio de que Arnold Schwarzenegger voltará a interpretar Conan, o Bárbaro, em um novo filme com filmagens previstas para 2027, agitou a internet. Aos 78 anos, o ator reviverá um de seus papéis mais icônicos, agora em uma versão envelhecida do personagem. O projeto se junta a uma longa lista de produções que resgatam universos e figuras que marcaram o cinema décadas atrás.
O caso de Conan não é isolado e expõe uma das estratégias mais lucrativas de Hollywood atualmente: a nostalgia. Para os grandes estúdios, reviver uma franquia de sucesso é uma aposta calculada com baixo risco financeiro. Afinal, a marca já é conhecida, possui uma base de fãs consolidada e um forte apelo emocional, o que facilita enormemente o marketing.
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Mais do que uma simples homenagem, essa tática se baseia em um modelo de negócio que enxerga propriedades intelectuais, como personagens e histórias, como ativos valiosos. Investir em uma sequência, prelúdio ou recomeço de uma saga como “Star Wars” ou “O Exterminador do Futuro” é mais seguro do que lançar uma ideia completamente original, que exigiria um esforço muito maior para conquistar o público.
Uma estratégia para todas as idades
A nostalgia atinge em cheio o público que cresceu assistindo aos filmes originais. Hoje, essas pessoas têm poder de compra e, muitas vezes, filhos, o que cria uma oportunidade única para os estúdios. Os pais levam os filhos ao cinema para apresentar os heróis de sua infância, conectando diferentes gerações através de uma mesma experiência.
Essa abordagem permite que as franquias se renovem sem perder sua essência. A Disney, por exemplo, transformou essa fórmula em um império multibilionário. Com as aquisições da Marvel e da Lucasfilm, a empresa expandiu universos já amados com novos filmes, séries para streaming e uma infinidade de produtos licenciados, garantindo um fluxo constante de receita.
O renascimento de clássicos também se beneficia do cenário digital. As redes sociais amplificam o debate e o engajamento, enquanto as plataformas de streaming servem como um lar permanente para os filmes antigos, mantendo-os relevantes e acessíveis para novos espectadores. Essa fórmula reduz drasticamente o risco de fracassos de bilheteria e maximiza o potencial de lucro em um mercado cada vez mais competitivo.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.