Quer ser piloto de avião? O guia completo de formação, custos e carreira
Descubra o caminho para se tornar um piloto de aeronave no Brasil: os cursos necessários, o investimento financeiro e como está o mercado de trabalho na aviação
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Tornar-se piloto de avião no Brasil é um processo que exige dedicação, estudo e um investimento financeiro considerável. O caminho envolve a obtenção de licenças específicas emitidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), após a conclusão de cursos teóricos e a comprovação de centenas de horas de voo. Todo o percurso é estruturado para garantir a segurança e a competência dos profissionais que comandam as aeronaves.
A jornada começa com a obtenção do Certificado Médico Aeronáutico (CMA), um exame de saúde rigoroso que atesta a aptidão física e mental do candidato. Com o CMA aprovado e tendo no mínimo 18 anos, o aspirante a piloto pode iniciar a formação teórica e prática para a primeira licença, a de piloto privado (PP). Esta etapa exige, no mínimo, 40 horas de voo e permite pilotar aviões monomotores em condições visuais, mas sem remuneração.
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O passo seguinte é a licença de piloto comercial (PC). Para isso, é necessário um novo curso teórico e acumular no mínimo 110 horas de voo totais (ou 80 horas em curso homologado sem interrupção). Na prática, a maioria dos pilotos acumula cerca de 150 horas até completar todos os requisitos e habilitações necessários para a emissão da licença. No entanto, para atuar em companhias aéreas, outras duas habilitações são essenciais: a de voo por instrumentos (IFR), que capacita o piloto a voar em condições de baixa visibilidade, e a de multimotor (MLTE), para aeronaves com mais de um motor.
Quanto custa para se tornar piloto?
O investimento para completar toda a formação é um dos principais desafios. Os custos variam bastante dependendo da escola de aviação, da cidade e do tipo de aeronave utilizada no treinamento. De forma geral, o curso de piloto privado (PP) custa entre R$ 22 mil e R$ 35 mil; o de piloto comercial (PC), entre R$ 35 mil e R$ 70 mil; e as habilitações de voo por instrumentos (IFR) e multimotor (MLTE) somam valores adicionais, levando o investimento total a uma faixa entre R$ 150 mil e R$ 250 mil. A maior parte desse montante é destinada ao pagamento das horas de voo, cujo custo individual pode variar de R$ 700 a mais de R$ 1.500.
Como está o mercado de trabalho?
O mercado da aviação no Brasil mostra sinais de aquecimento, com a retomada do setor de turismo e a expansão de frotas das companhias aéreas. A demanda por novos pilotos acompanha esse crescimento, abrindo oportunidades tanto na aviação comercial quanto na executiva, de táxi aéreo e no setor de cargas. As vagas não se limitam apenas às grandes empresas, com o agronegócio também sendo um importante empregador de pilotos agrícolas. Contudo, é importante notar que, apesar da demanda, muitas companhias aéreas exigem experiência de voo superior ao mínimo regulamentar para a contratação.
A remuneração é atrativa e varia conforme a experiência, a empresa e o porte da aeronave. Atualmente, um copiloto em início de carreira em uma companhia aérea regional pode ter um salário inicial entre R$ 7 mil e R$ 10 mil. Já um comandante experiente em uma grande empresa nacional, voando em rotas internacionais, pode ter vencimentos que ultrapassam os R$ 30 mil mensais.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.