5 tesouros arqueológicos em Minas que você precisa conhecer
Além da Serra do Cipó, o estado abriga sítios incríveis com arte rupestre e fósseis; monte seu roteiro e saiba como praticar um turismo consciente
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Minas Gerais é um museu a céu aberto, guardando em suas grutas e serras alguns dos mais importantes vestígios da ocupação humana e da megafauna na América do Sul. Com a crescente discussão sobre a necessidade de preservação desse patrimônio, conhecer esses locais se torna um programa essencial. A boa notícia é que o estado oferece roteiros incríveis para quem busca uma imersão na pré-história.
Além dos destinos mais conhecidos, existem verdadeiros tesouros arqueológicos que contam histórias de milhares de anos. Esses locais oferecem uma janela para o passado, revelando pinturas rupestres, fósseis e formações geológicas impressionantes. Explorar esses lugares é uma viagem no tempo que exige responsabilidade e cuidado de cada visitante.
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Para ajudar você a montar seu roteiro, selecionamos cinco sítios arqueológicos em Minas Gerais que são fundamentais para entender a riqueza histórica do Brasil.
Parque Nacional Cavernas do Peruaçu
Localizado no norte de Minas, o parque é um dos mais espetaculares conjuntos de cavernas do mundo. Suas grutas monumentais abrigam galerias de arte pré-histórica com pinturas rupestres datadas de até 10 mil anos. A Gruta do Janelão, com seu imenso arco de pedra, e os coloridos painéis da Lapa dos Desenhos são paradas obrigatórias. O acesso é feito apenas com guias credenciados, o que garante a segurança e a preservação do local.
Lapa Vermelha IV
Este sítio em Pedro Leopoldo, na região metropolitana de Belo Horizonte, entrou para a história mundial. Foi ali que, entre 1974 e 1975, a equipe da arqueóloga Annette Laming-Emperaire encontrou o crânio de “Luzia”, o fóssil humano mais antigo das Américas, com datação entre 12.500 e 13.000 anos. O crânio, que estava no Museu Nacional do Rio de Janeiro, foi severamente danificado no incêndio de 2018, mas a maior parte dos fragmentos foi recuperada e passou por um delicado processo de restauração. Embora o local da escavação não seja aberto à visitação turística tradicional, sua importância reverbera em toda a região, que faz parte da Rota Peter Lund.
Gruta da Lapinha
Situada em Lagoa Santa, a Gruta da Lapinha é uma das portas de entrada para o universo da paleontologia no Brasil. Descoberta por Peter Lund no século XIX, a caverna possui salões magníficos com formações rochosas impressionantes. O local faz parte do Parque Estadual do Sumidouro e oferece uma estrutura completa para visitantes, incluindo um museu que conta a história das descobertas na região.
Parque Estadual do Sumidouro
Vizinho da Gruta da Lapinha, o parque protege a emblemática Lagoa do Sumidouro. Foi nas margens dessa lagoa que o naturalista dinamarquês Peter Lund encontrou milhares de fósseis de animais da megafauna, como a preguiça-gigante e o tigre-dentes-de-sabre, além de vestígios humanos. O parque oferece trilhas, um museu e o belo mirante da lagoa, que proporciona uma vista panorâmica da região.
Gruta do Maquiné
Considerada o berço da paleontologia brasileira, a Gruta do Maquiné, em Cordisburgo, foi a primeira a ser explorada por Peter Lund. Com seus sete salões abertos à visitação, repletos de estalactites e estalagmites, é uma das cavernas mais bonitas do país. A iluminação especial e as passarelas permitem um passeio seguro e contemplativo, revelando formas que a imaginação transforma em figuras de animais e objetos.
Turismo consciente: como preservar
Visitar esses locais é um privilégio que vem com a responsabilidade de protegê-los para as futuras gerações. Praticar o turismo consciente é fundamental. Para isso, siga algumas regras simples:
Não toque nas pinturas rupestres ou nas formações rochosas. A oleosidade da pele pode danificar permanentemente esses registros.
Siga sempre as trilhas demarcadas e as orientações dos guias.
Não colete “lembrancinhas”, como pedaços de rocha ou plantas.
Leve todo o seu lixo de volta com você. Não deixe nada para trás.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.