Planejamento sucessório: como proteger o patrimônio para seu filho no futuro
Pensar na herança não é fácil, mas é fundamental; especialistas explicam ferramentas como testamento, doação em vida e previdência para organizar a sucessão
compartilhe
SIGA
Organizar a transmissão de bens após a morte é um tema delicado, mas fundamental para garantir a segurança financeira dos filhos e evitar conflitos familiares. O planejamento sucessório permite que a divisão do patrimônio ocorra de forma tranquila e com menos burocracia, assegurando que a vontade de quem construiu os bens seja respeitada.
Realizado em vida, esse processo utiliza diferentes ferramentas jurídicas e financeiras. A escolha da estratégia ideal depende do perfil do patrimônio, que pode incluir imóveis, investimentos e empresas, além da estrutura familiar. O objetivo é sempre o mesmo: facilitar a transferência de recursos e proteger os herdeiros de processos de inventário longos e caros.
Leia Mais
O inventário é o procedimento padrão para apurar os bens e dívidas de uma pessoa falecida para, então, formalizar a herança. Contudo, ele pode se arrastar por anos na Justiça e consumir uma parte significativa do patrimônio com custos de cartório, impostos e honorários advocatícios. O planejamento prévio serve justamente para simplificar ou até mesmo evitar essa etapa.
Ferramentas para organizar a sucessão
Existem diferentes caminhos para estruturar a herança e proteger o futuro dos filhos. Cada um possui características próprias e pode ser combinado com os outros para criar um plano mais robusto e eficiente.
Uma das opções mais conhecidas é o testamento. Nesse documento, a pessoa define como deseja distribuir 50% de seus bens, a chamada parte disponível. Os outros 50%, conhecidos como legítima, são obrigatoriamente destinados aos herdeiros necessários, como filhos e cônjuge, conforme a lei determina.
Outra alternativa é a doação em vida, que permite antecipar a transferência de parte do patrimônio. É possível incluir cláusulas de proteção, como o usufruto, que garante ao doador o direito de usar e administrar o bem até sua morte. A doação também está sujeita ao imposto estadual ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), cujas alíquotas variam de estado para estado, mas pode ser uma forma de adiantar a sucessão de forma controlada.
Planos de previdência privada, como o PGBL e o VGBL, e seguros de vida são ferramentas muito eficazes. Os valores acumulados nesses produtos não entram no inventário e são pagos diretamente aos beneficiários indicados, sem a incidência do imposto sobre herança. Isso torna o acesso ao recurso muito mais rápido e livre de burocracia em um momento que costuma ser difícil para a família.
Além dessas opções, a criação de uma holding familiar pode ser uma estratégia complementar. Nesse modelo, o patrimônio é transferido para uma empresa, e a sucessão ocorre por meio da doação das cotas sociais aos herdeiros, o que pode otimizar a gestão dos bens e a tributação.
É importante destacar que as regras sucessórias podem mudar. Um projeto de reforma do Código Civil (PL 4/2025) tramita no Congresso e prevê alterações nessas normas, mas, por enquanto, as leis atuais permanecem em vigor.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.