Chuva que vira economia: cisternas ajudam a reduzir a conta de água e proteger rios
A prática simples e sustentável pode reduzir sua conta de água e diminuir o escoamento para rios como o das Velhas; veja como funciona e se vale a pena
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Instalar uma cisterna em casa para captar água da chuva se tornou uma alternativa inteligente para quem busca economizar na conta de água e, ao mesmo tempo, contribuir com a saúde dos rios. A prática, que ganha força em Minas Gerais em meio aos esforços para recuperar a bacia do Rio das Velhas, reduz a sobrecarga nos sistemas de drenagem urbana e o escoamento de resíduos para os cursos d'água.
O sistema é mais simples do que parece. A água que escorre pelo telhado é direcionada pelas calhas para um filtro, que remove folhas e outras sujeiras maiores. Recomenda-se também um mecanismo para descartar os primeiros litros de chuva, que lavam o telhado e carregam mais impurezas. Em seguida, o líquido é armazenado em um reservatório, a cisterna, que pode ser de plástico, fibra de vidro ou alvenaria. A partir daí, a água coletada está pronta para usos que não exigem tratamento potável.
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Como a água da chuva pode ser usada?
A água armazenada na cisterna é ideal para diversas atividades domésticas, aliviando o consumo da rede pública. Com ela, é possível lavar calçadas, carros e áreas externas, além de regar plantas e jardins. Também pode ser usada nas descargas dos vasos sanitários, o que representa uma parte considerável do gasto mensal de uma residência.
É importante destacar que essa água não é própria para consumo humano, como beber ou cozinhar, sem um sistema de purificação avançado. O uso se restringe a fins não potáveis, o que já garante uma economia significativa na fatura mensal e diminui a pressão sobre os reservatórios que abastecem as cidades.
Vantagens para o bolso e o meio ambiente
O investimento inicial para a instalação de uma cisterna varia conforme o tamanho e o material do reservatório. No entanto, com a economia gerada na conta de água, o retorno do investimento costuma ocorrer em um prazo de 2 a 7 anos, dependendo do volume de chuvas da região. Em períodos de chuvas intensas, o sistema pode suprir boa parte da demanda não potável da casa.
O benefício ambiental é igualmente relevante. Ao reter parte da água da chuva, a cisterna diminui o volume que escoa pelas ruas, ajudando a prevenir enchentes. Menos água correndo para os bueiros significa também menos poluição sendo arrastada para rios, um passo fundamental para sua recuperação e preservação.
Para garantir a qualidade da água e a segurança, a manutenção é simples. Basta manter as calhas sempre limpas, verificar o filtro regularmente e garantir que o reservatório esteja sempre bem vedado. Essas medidas evitam a contaminação e a proliferação de mosquitos, como o Aedes aegypti. Antes de instalar, também é fundamental verificar a legislação local, pois algumas cidades têm regulamentações específicas sobre a captação.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.