Arenas multiuso: como elas se tornaram um negócio lucrativo para cidades
Mais do que estádios, esses espaços impulsionam a economia local; entenda o modelo de negócio por trás das arenas multiuso e veja exemplos de sucesso
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Cidades de diferentes portes estão descobrindo que antigos estádios de futebol podem se converter em negócios altamente lucrativos, transformando espaços antes subutilizados em centros de entretenimento que movimentam a economia local o ano inteiro.
Diferente dos estádios tradicionais, focados apenas em partidas de futebol, as arenas multiuso são projetadas para serem flexíveis. A arquitetura e a tecnologia permitem que o local receba desde um jogo de futebol em um fim de semana até um show internacional ou uma feira de negócios na semana seguinte. Essa versatilidade é a chave para a sustentabilidade financeira do empreendimento.
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O modelo de negócio por trás das arenas
A lógica é simples: maximizar a ocupação e diversificar as fontes de receita. Um estádio comum gera renda principalmente em dias de jogos, ficando ocioso na maior parte do tempo. Já uma arena multiuso opera com um calendário de eventos contínuo, gerando fluxo de caixa constante. As principais fontes de receita incluem:
Naming rights: empresas pagam valores milionários para associar suas marcas ao nome da arena por longos períodos.
Shows e eventos culturais: a bilheteria de shows de grandes artistas nacionais e internacionais representa uma fatia importante do faturamento.
Eventos corporativos: congressos, convenções e feiras alugam a estrutura, aproveitando os auditórios, salões e a infraestrutura de serviços.
Serviços agregados: a exploração comercial de restaurantes, lojas, estacionamentos e camarotes gera receita recorrente.
Esse modelo de negócio cria um ciclo virtuoso. A constante programação de eventos atrai um público diversificado, que consome dentro e fora da arena. Com isso, toda a economia da cidade se beneficia. A construção gera empregos imediatos, enquanto a operação do espaço cria vagas permanentes em áreas como segurança, limpeza, alimentação e organização de eventos.
Além disso, a presença de uma arena moderna coloca a cidade no mapa de grandes turnês e eventos, atraindo turistas e movimentando a rede hoteleira, restaurantes e o comércio local. Exemplos como o Allianz Parque, em São Paulo, e a Arena Fonte Nova, em Salvador, já provaram a eficiência desse modelo no país. O projeto de Mossoró segue essa mesma lógica, buscando transformar a paixão pelo esporte em um motor para o desenvolvimento econômico e cultural da região.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.