Brasil

A história do voto no Brasil: da República Velha à urna eletrônica

Uma viagem no tempo que mostra como o sistema eleitoral brasileiro evoluiu, as lutas pelo direito ao voto e as grandes transformações da nossa democracia

Publicidade
Carregando...

A corrida para regularizar o título de eleitor reflete um direito que nem sempre foi para todos. O ato de votar no Brasil passou por profundas transformações ao longo da história, evoluindo de um privilégio restrito a um dever cívico exercido por milhões de pessoas em urnas eletrônicas.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Na República Velha, entre 1889 e 1930, o cenário era completamente diferente. O voto era aberto, não secreto, e apenas homens alfabetizados com mais de 21 anos podiam participar. Essa limitação excluía a maior parte da população, incluindo mulheres, analfabetos e pessoas de baixa renda. A prática do “voto de cabresto”, controlada por coronéis e poderosos locais, marcava as eleições da época.

Leia Mais

A conquista do voto secreto e feminino

Uma grande virada ocorreu com o Código Eleitoral de 1932. Essa legislação instituiu o voto secreto, uma medida crucial para garantir a liberdade de escolha do eleitor. Foi também um marco para os direitos das mulheres, que conquistaram o direito de votar e de se candidatar. Inicialmente, porém, o Código impunha restrições: mulheres casadas precisavam de autorização do marido, enquanto viúvas e solteiras necessitavam de renda própria. Essas exigências foram removidas em 1934, mas o voto feminino só se tornou obrigatório, assim como o masculino, em 1946.

Além disso, foi criada a Justiça Eleitoral, um órgão autônomo com a missão de organizar, fiscalizar e apurar as eleições, buscando dar mais transparência e legitimidade ao processo. Essas mudanças representaram um avanço fundamental para a consolidação da democracia no país, ainda que o caminho tenha enfrentado interrupções.

Da redemocratização à urna eletrônica

Após o período do regime militar (1964-1985), a Constituição de 1988 restabeleceu o voto direto para presidente e ampliou o direito de participação. O voto tornou-se universal e obrigatório para os cidadãos entre 18 e 70 anos. A novidade foi a inclusão dos analfabetos e dos jovens de 16 e 17 anos, que passaram a ter o voto facultativo.

O passo seguinte foi a modernização tecnológica. A urna eletrônica foi introduzida pela primeira vez em 1996 com o objetivo de eliminar fraudes na contagem manual de votos e agilizar a divulgação dos resultados. A implementação foi gradual e, nas eleições de 2000, todos os municípios brasileiros já utilizavam o novo sistema. Hoje, o processo que leva milhões de eleitores a regularizar a sua situação é o resultado de uma longa jornada por mais cidadania e segurança nas eleições.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay