Tuberculose: sintomas que vão além da tosse e como é o tratamento
A doença é uma realidade no Brasil; saiba reconhecer os sinais menos óbvios e conheça as terapias disponíveis hoje no SUS
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Embora associada principalmente a uma tosse persistente, a infecção causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis apresenta sinais que vão muito além do sistema respiratório e que muitas vezes são ignorados.
Reconhecer os sintomas menos óbvios é um passo crucial para um diagnóstico precoce e para evitar a transmissão. A doença ainda representa um desafio de saúde pública, mas o tratamento completo e gratuito está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).
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Sintomas que podem passar despercebidos
Enquanto a tosse por mais de duas semanas, com ou sem catarro, é o sinal mais conhecido, outros sintomas merecem atenção e podem indicar a presença da doença no organismo. Ficar atento a eles pode fazer toda a diferença. Observe se há:
Febre baixa, geralmente no final da tarde;
Suores noturnos intensos;
Perda de peso sem motivo aparente;
Cansaço excessivo e desânimo;
Falta de apetite.
É importante destacar que a tuberculose não afeta apenas os pulmões. Na sua forma extrapulmonar, a doença pode atingir outros órgãos, como rins, ossos e o sistema nervoso, gerando sintomas específicos para cada área afetada.
Como é feito o diagnóstico e o tratamento?
A confirmação da doença costuma vir por meio de exames como a baciloscopia, que analisa uma amostra de escarro, e o teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB). Uma radiografia do tórax também pode ser solicitada para avaliar a condição dos pulmões.
Uma vez confirmado o diagnóstico, o tratamento é iniciado imediatamente. Ele é feito com uma combinação de antibióticos e tem duração mínima de seis meses. Todos os medicamentos são fornecidos gratuitamente pelo SUS e o acompanhamento é realizado por equipes de saúde.
É fundamental não interromper o tratamento por conta própria, mesmo com a melhora dos sintomas. A interrupção pode levar ao desenvolvimento de formas mais graves e resistentes da doença, tornando o combate à infecção muito mais complexo e demorado.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.