Como a doação de medula óssea pode salvar vidas; saiba como ajudar
O gesto simples de se cadastrar como doador pode ser a única esperança para pacientes com câncer e outras doenças; entenda o processo e os requisitos
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O gesto de se cadastrar como doador de medula óssea é simples, rápido e pode ser a única esperança de cura para milhares de pessoas. Pacientes com doenças graves no sangue, como leucemia, linfomas e anemias, dependem de um transplante para sobreviver, e encontrar um doador compatível fora da família é um grande desafio.
A comoção gerada por histórias de superação e campanhas de conscientização renova a importância do gesto. A solidariedade de desconhecidos pode transformar completamente o tratamento de quem aguarda na fila por uma nova chance de vida.
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Quem pode ser um doador?
Para se tornar um doador de medula óssea, é preciso atender a alguns critérios básicos definidos pelo Ministério da Saúde. O objetivo é garantir a segurança tanto do doador quanto do receptor. Os principais requisitos são:
Ter entre 18 e 35 anos de idade para se cadastrar (o doador permanece no registro até os 60 anos).
Estar em bom estado geral de saúde.
Não ter doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue, como HIV ou hepatite.
Não possuir histórico de câncer, doenças hematológicas ou autoimunes.
Como funciona o cadastro?
O processo para entrar no banco de voluntários é simples e gratuito. Basta procurar o hemocentro mais próximo em sua cidade, onde será necessário apresentar um documento de identidade e preencher uma ficha com dados pessoais.
Na sequência, uma pequena amostra de sangue, com cerca de 5 a 10 ml, será coletada para testes de compatibilidade. As informações genéticas do doador são inseridas no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), que cruza esses dados com os de pacientes que precisam de um transplante. É fundamental manter os dados de contato sempre atualizados no sistema para que você possa ser localizado caso seja compatível com alguém. A chance de encontrar um doador compatível é de, em média, uma em cem mil. Por isso, cada novo cadastro é tão valioso. Caso a compatibilidade seja confirmada, a equipe do REDOME entrará em contato com o voluntário para confirmar o interesse em prosseguir com a doação e agendar novos exames.
E se eu for compatível?
Existem duas formas de realizar a coleta da medula. A mais comum é por aférese, um procedimento que dura cerca de quatro horas, no qual o sangue do doador é filtrado por uma máquina que separa as células-tronco e devolve o restante do sangue ao corpo. A outra opção é a punção direta no osso do quadril, feita com anestesia em centro cirúrgico, sem dor durante o processo. Em ambos os casos, a recuperação é rápida e a medula óssea do doador se regenera em poucas semanas.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.