Internacional

Como é a relação entre Brasil e Coreia do Norte? Entenda a diplomacia

Embaixada brasileira foi reaberta em 2024 após suspensão na pandemia; saiba como são as relações entre os dois países

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O Brasil é um dos poucos países do Ocidente a manter uma embaixada em Pyongyang, capital da Coreia do Norte. Embora as relações diplomáticas tenham sido estabelecidas oficialmente em 2001, a embaixada brasileira foi instalada apenas em 2009. A representação esteve suspensa entre janeiro de 2020 e junho de 2024, devido ao fechamento das fronteiras norte-coreanas durante a pandemia, sendo o Brasil um dos primeiros países autorizados a retomar as atividades. A Coreia do Norte, por sua vez, instalou sua embaixada em Brasília em 2005.

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Essa presença diplomática, no entanto, não significa um alinhamento político ou uma parceria comercial robusta. A diplomacia brasileira historicamente se baseia no princípio da universalidade, que defende o diálogo com todas as nações, independentemente de seus regimes políticos. A embaixada funciona como um canal de comunicação direto, considerado estratégico para monitorar a situação na península coreana.

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Relação comercial quase inexistente

Na prática, o intercâmbio comercial entre Brasil e Coreia do Norte é mínimo e vem diminuindo ao longo dos anos. O principal motivo são as rigorosas sanções internacionais impostas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) ao regime norte-coreano, devido ao seu programa de armas nucleares.

O Brasil segue integralmente essas sanções. No passado, a balança comercial registrou exportações brasileiras de produtos como café, açúcar, carnes e tabaco, chegando a um pico de US$ 375 milhões em 2008. Contudo, o intercâmbio caiu drasticamente para cerca de US$ 45 milhões em 2012 e, atualmente, está praticamente paralisado, refletindo o isolamento econômico de Pyongyang.

Posicionamento nos fóruns internacionais

Apesar de manter um canal diplomático aberto, a posição do Brasil em fóruns internacionais, como a ONU, é de condenação aos testes de mísseis balísticos e ao programa nuclear da Coreia do Norte. O governo brasileiro vota consistentemente a favor de resoluções que pedem a desnuclearização da península coreana e criticam as violações de direitos humanos no país.

Dessa forma, a relação é marcada por uma dualidade: a manutenção de um diálogo formal por meio das embaixadas e, ao mesmo tempo, um alinhamento claro com a comunidade internacional na pressão contra as políticas do regime de Kim Jong-un. A presença em Pyongyang permite ao Brasil obter informações em primeira mão sobre um dos regimes mais fechados do mundo, mas sem oferecer apoio político ou econômico.

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