Economia

Crédito de carbono: como o agro brasileiro pode lucrar

A preservação de terras e a agricultura sustentável podem se tornar uma nova fonte de receita para o Brasil; entenda como funciona esse mercado

Publicidade
Carregando...

O agronegócio brasileiro descobriu uma nova safra que não se planta nem se colhe da forma tradicional: o crédito de carbono. Produtores rurais em todo o país estão transformando a preservação ambiental e a adoção de práticas sustentáveis em uma fonte de receita real, ao venderem para grandes empresas o direito de compensar suas emissões de gases de efeito estufa.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Essa oportunidade surge em um momento em que a pressão global por metas ambientais mais rígidas cresce. Empresas de diversos setores, como aviação, energia e indústria, precisam neutralizar seu impacto no clima e encontram no campo uma solução viável. O Brasil, com sua vasta extensão territorial e vocação agrícola, desponta como um dos maiores potenciais nesse mercado.

Leia Mais

O que é o crédito de carbono?

De forma simples, um crédito de carbono representa uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) que deixou de ser emitida ou foi retirada da atmosfera. Ele funciona como um certificado que comprova a contribuição de uma atividade para a redução do aquecimento global. No agronegócio, isso acontece principalmente de duas maneiras: preservando florestas e adotando técnicas agrícolas que capturam carbono no solo.

Quando um produtor rural consegue provar que suas ações resultaram em uma redução de emissões, ele pode gerar esses créditos. Uma vez certificados, eles se tornam ativos financeiros que podem ser negociados. No mercado voluntário, onde a demanda por parte de companhias com metas ESG (Ambiental, Social e Governança) não para de crescer, os valores por tonelada de CO2 podem variar entre US$ 10 e US$ 30 (cerca de R$ 50 a R$ 150). Paralelamente, o Brasil avança na regulamentação do seu mercado regulado, o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), que promete ampliar ainda mais as oportunidades.

Como o produtor rural pode lucrar?

Existem diferentes caminhos para um agricultor ou pecuarista transformar suas terras em uma fonte de créditos de carbono. As principais frentes de atuação envolvem tanto a manutenção de áreas preservadas quanto a modernização do sistema produtivo. Veja as principais formas:

  • Preservação de vegetação nativa: Manter florestas em pé em áreas da propriedade que excedem a Reserva Legal obrigatória por lei é uma das formas mais diretas de gerar créditos. A mata preservada funciona como um grande estoque de carbono.

  • Agricultura de baixo carbono: Técnicas como o sistema de plantio direto, a rotação de culturas e a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) aumentam a matéria orgânica e fixam carbono no solo, em vez de liberá-lo para a atmosfera.

  • Pecuária sustentável: A recuperação de pastagens degradadas e o manejo adequado de dejetos animais, que podem ser convertidos em biogás, reduzem significativamente a emissão de metano, um gás ainda mais potente que o CO2.

  • Certificação e venda: O processo não é automático. É preciso contratar empresas especializadas que medem, monitoram e validam a redução de emissões. Com o certificado em mãos, o produtor pode negociar seus créditos diretamente com compradores ou por meio de plataformas especializadas.

    Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay